Por José Pedriali
Vinte e seis entidades de classe e instituições de ensino – a maioria do Norte do Paraná – se insurgiram contra o projeto do governador Ratinho Júnior de fundir no Instituto de Desenvolvimento Rural os quatro órgãos dedicados à agropecuária. O projeto tramita na Assembleia Legislativa.
É um feito e tanto, para quem foi eleito em primeiro turno com 60% dos votos, ter contra si, já no oitavo mês de governo, uma significativa parcela de formadores de opinião, o que inclui o jornal de maior abrangência regional, da segunda mais populosa e próspera região do estado.
Advertido desde que o projeto veio à tona, no início do ano, da ameaça que continha para a vitalidade e eficiência dos órgãos de pesquisa, gerenciamento e extensão rurais, o governador foi adiante. Mesmo depois, o que é estarrecedor, de a Secretaria da Fazenda informar que, ao contrário de economizar, a fusão aumentaria, em dezenas de milhões de reais, as despesas do Estado com pessoal. (leia mais)















3 comentários
Décio Paulino
Não estou entendendo… Uma parte significativa dos defensores do Iapar eram até ontem notórios defensores do voto Bolsorrato. E todo mundo sabe que voto Bolsorrato significava redução do estado com a redução, evidentemente, de órgãos estatais e até a transferência de suas atividades para o setor privado. Assim o governador Ratinho está sendo 100% coerente com suas propostas eleitorais, claras ou subentendidas. Por coerência, o governador Ratinho não deve apenas juntar o Iapar com outros órgãos. O segundo passo é passar as funções desse novo órgão para o setor privado. Ratinho está sendo coerente, muitos eleitores do voto Bolsorrato é que não estão sendo coerentes. Ou já se arrependeram de seus votos?
Adão Souza Góes
O Ratinho está parindo uma montanha de estupidez. Vai pagar caro se não voltar atrás. Não se brinca com o patrimônio dos norte paranaenses.
Paulo Roberto - Vivendas Arvoredo
Isso é coisa do grupo que deixou poder no Iapar: Florindo Dalberto e Cia. A maior obra do Iapar nesses últimos 20 anos foi aquele muro desnecessário que deve ter custado uma fortuna. Precisa de reforma, mas ninguém quer deixar seu quinhão.