O diretório nacional do Cidadania confirmou ontem o rompimento da federação partidária com o PSDB. A decisão, já aprovada pela executiva nacional em fevereiro, foi referendada em reunião em Brasília.
Apesar da decisão, a separação oficial só ocorrerá, na prática, em 2026. A legislação exige que partidos federados permaneçam juntos por ao menos quatro anos, sob pena de restrições como a proibição de integrar novas federações e de formar coligações em eleições majoritária
O fato é que a federação entre Cidadania e PSDB enfrentou sérias dificuldades em vários estados, tornando-se um exemplo de aliança que, na prática, não funcionou. No Paraná, a união entre os dois partidos mostrou-se problemática, refletindo um cenário que se repetiu em diversas regiões do país.
Os principais fatores que levaram ao fracasso foram as diferenças ideológicas, a disputa por espaço político e a falta de alinhamento estratégico entre as lideranças locais. Enquanto, em alguns estados, o PSDB tentava manter sua relevância com lideranças tradicionais, o Cidadania buscava consolidar uma identidade própria, gerando conflitos internos.
No Paraná, as divergências ficaram evidentes com disputas sobre candidaturas e direcionamentos políticos. A falta de consenso sobre apoios em eleições majoritárias e proporcionais dificultou a cooperação entre os partidos, minando a eficácia da federação.
Em Londrina, o Cidadania rachou e boa parte dos filiados não topou apoiar o coronel Vila (PSDB) para prefeito de da cidade. Em Curitiba, o partido deixou claro que não subiria na canoa de Beto Richa, que ensaiava uma candidatura à prefeitura da capital.
Esse descompasso não foi exclusividade do Paraná. Em outros estados, como São Paulo e Minas Gerais, a federação também enfrentou crises, levando a rupturas e disputas internas que enfraqueceram a aliança. No fim, o que deveria ser uma estratégia de fortalecimento político acabou gerando mais atritos do que união.















1 comentário
Jubileu de Albuquerque
Esse foi o casamento de duas legendas que já não têm capital político relevante. Juntos, somaram seus nadas e o resultado foi… nada ao negativo! E ainda ficaram brigando em meio às suas misérias. Sozinhos, vão consolidar suas respectivas irrelevâncias.