Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá, em entrevista concedida ao site Maringá Post no início de janeiro, o prefeito Silvio Barros anunciou que uma das novas UPAs de Maringá/PAM – Pronto Atendimento Municipal, Zona Leste ou Zona Oeste, será terceirizada. O anúncio foi feito antes mesmo do início das obras previstas para este primeiro semestre. Segundo o prefeito, a medida teria como objetivo realizar um “teste comparativo” entre a gestão pública direta e a gestão por empresa privada.
Diante dessa declaração, o Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá se posiciona de forma contrária à proposta, com base em experiências já vividas em Maringá e em outros municípios do país. Na prática, processos de terceirização têm acumulado problemas, sem gerar economia de recursos públicos ou melhoria efetiva na qualidade dos serviços prestados à população.
Em Maringá, exemplos não faltam. A terceirização de serviços básicos em unidades municipais resultou em transtornos recorrentes, especialmente em CMEIs e escolas, com falhas em manutenção, entupimentos, goteiras e danos estruturais. No caso da Parceria Público-Privada da iluminação pública, um relatório da própria Câmara Municipal apontou diversas irregularidades no contrato firmado há dois anos. Há ainda outros casos envolvendo serviços municipais e estaduais, como o Asilo São Vicente e a terceirização de operacionais, que reforçam esse alerta. A lista é extensa!
Além disso, a ideia de “testar e comparar modelos” já foi aplicada no Brasil e revela um padrão preocupante. Em muitos casos, a comparação é artificial: escolhe-se uma unidade ou serviço em melhores condições para terceirizar, destina-se mais investimento público e, posteriormente, utiliza-se o resultado para justificar a privatização.
O exemplo mais conhecido é o sistema de trens e metrôs de São Paulo. A linha privatizada 5-Amarela, frequentemente citada como referência de qualidade, é justamente a que mais recebe recursos públicos e opera em áreas com menor fluxo de passageiros. O mesmo ocorre na Saúde do Rio de Janeiro, com Organizações Sociais, modelo que não solucionou os problemas das unidades e acumulou críticas, protestos e denúncias ao longo da última década.














