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Editor:
Cláudio Osti

Tarcisio e a crise moral… dos outros

2 comentários

Das ironias e falta de noção da política.

O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas deixou a Papudinha, após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena por tentativa do golpe de Estado, disse que o país passa por uma crise moral.

É verdade, o país passa por uma crise moral. 

Mas, pelo jeito, ele tem um conceito bem seletivo de “crise moral”.

O seu grande líder está preso por atentar contra a república planejar m golpe de estado.

Além disso, o maior doador individual das campanhas de Tarcisio ao governo e de Bolsonaro à presidência foi Fabiano Zettel, alvo da PF (Polícia Federal) na segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes do Banco Master. Cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Master, Zettel doou R$ 5 milhões para ambos candidatos, sendo R$ 3 milhões para o ex-presidente e R$ 2 milhões para o atual chefe do Executivo do estado de São Paulo.

Realmente a crise moral é ampla e geral na política brasileira.

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2 comentários

  • Machado Silva

    E é bom não se esquecer de que o bolsonarista Fabiano Zettel é pastor evangélico. Sim, ele é pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. Sabe… ele é dessa turma que anuncia sua moralidade inquestionável e adora apontar seus dedos acusadores na direção daqueles que sua turminha acusa de corrupção, especialmente quando esses não comem nas mãos do “amigo corrupto do Trump”, como Hillary Clinton chamou Jair Bolsonaro.

  • Crise moral? Sim, escancarada. Ela vem desde o descobrimento, criou raízes profundas no Brasil Colônia, ganhou musculatura no Império e hoje frutifica exuberante na nossa já clássica República das Bananas. Quanto ao tão alardeado “golpe contra a democracia”, basta observar o passar dos dias para ver essa narrativa mal-ajambrada desmoronar por conta própria. Nesta eleição, o tal referendo será bem menos nobre: trata-se, pura e simplesmente, do julgamento do governo do imaculado Lula — se merece ou não mais quatro anos de indulgência. E, caso venha a ser apeado, é inegável que boa parte dessa façanha será creditada ao bolsonarismo, goste-se dele ou não, engula-se ou não. O que chama atenção, contudo, é a delicadeza quase comovente do artigo ao poupar nosso Judiciário tupiniquim no episódio do Banco Master…

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