Propina para Gleisi, foi no “fio do bigode”, diz ex-deputado Pedro Correia. Mas ela nem tem bigode!

Luiz Vassallo/ Estadão

O ex-deputado Pedro Corrêa (ex-PP) afirmou que propinas de R$ 1 milhão oriundas do suposto ‘caixa’ de seu partido junto à Diretoria de Abastecimento da Petrobrás à campanha de Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado, em 2010, foram acertadas ‘no fio do bigode’. A presidente do PT e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são réus por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no STF. (mais…)

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Ex-mulher de José Janene diz que não sabe nada sobre a corrupção na Petrobras

Foto: Ass.Câmara

A ex-mulher do ex-deputado José Janene (PP), Stael Fernanda Janene, ouvida hoje de manhã na CPI do Petrolão, na opinião do relator Luiz Sérgio, nada acrescentou às investigações.  Ela negou ter conhecimento de participação do político nos esquemas de corrupção da Petrobras. Segundo Fernanda, o marido não comentava nada em casa e, quando ele morreu, em 2010, eles já estavam separados. Disse também que ele era obcecado pelo poder, não gostava de ostentar riqueza e controlava até a conta do verdureiro. Investigada no caso do Mensalão, Stael disse aos deputados que está com os bens bloqueados e vive com a pensão do ex-parlamentar e o fruto do seu trabalho como corretora de imóveis.

“Eu pessoalmente, nunca estive na Petrobras. Nunca vi Paulo Roberto Costa [ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, seria afilhado político de Janene]. Tudo o que sei em relação a isso, ouvi falar. Não sei se o Janene foi tudo isso em relação à Petrobras. Nunca vi isso na nossa vida”, disse.

“Não me lembro nem de ter falado por telefone [com Paulo Roberto Costa]. Nenhum diretor da Petrobras frequentou a minha casa. Não conheci nenhum, nem sei onde fica o prédio da Petrobras”, disse Stael.

Ela lembrou que, quando Janene faleceu, eles já estavam separados há um ano e dez meses. “Ele não gostou, não falava comigo. Ele ficou 44 dias internado no Incor e não fui visitá-lo, porque ele não quis. A minha relação com o Janene, depois da separação, não foi boa.”

Contas no exterior
Stael também negou ter conhecimento de contas de Janene no exterior, inclusive uma com mais de 100 milhões de euros que seria movimentada por Youssef. Ela admitiu, por outro lado, ter assinado documentos para o marido sem ler, mas não acredita que algum desses papéis se referisse a contas no exterior. (mais…)

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Mensalão teria origem em Londrina

Da Gazeta do Povo
Segundo um ex-funcionário de Janene ouvido pela reportagem, que pediu para não ser identificado, o modo do ex-deputado operar no Congresso já era praticado em Londrina. Em 1997, no 3.º mandato de Belinati na prefeitura, Janene teria sido responsável por fazer um acordo com os vereadores para que o prefeito tivesse domínio da maioria da Casa. A “mesada”, segundo o ex-funcionário, era o equivalente a um salário de vereador. À época do mensalão, o caso chegou a ser publicado na imprensa . Belinati foi procurado para comentar o caso, mas não quis falar com a reportagem. (Leia mais)

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