Nova reviravolta na Operação Publicano 3 e 5 . STF anula provas

A 2ª  turma do Supremo Tribunal Federal acaba de conceder habeas corpus em favor de Antonio Pereira Junior e Leila Pereira ambos acusados de envolvimento na Operação Publicano.

Para recordar, a Operação Publicano investigou um esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná, em que participariam fiscais da Receita, empresários e políticos.

O habeas anula todas as provas no âmbito da Publicano 3 e 5 conseguidas, segundo o advogado de defesa Walter Bittar, de forma ilícita na casa dos acusados. Houve violação de domicílio sem autorização judicial.

Ouça o que diz Bittar.

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O que levou o auditor delator a mudar de ideia?

Até há poucos dias o delator da Operação Publicano, o ex-auditor fiscal Luiz Antonio de Souza, reclamava ao juiz Juliano Nanuncio que nem tudo o que estava escrito no processo teria sido dito por ele. Por isso, exigia que as gravações em video e audio dos depoimentos fossem apresentados para que ele e seu advogado pudessem comparar e comprovar que havia divergências. Chegou a dizer ao juiz que “os investigadores o gravavam indo a padaria, gravavam saindo da padaria, gravavam telefonemas de todo mundo em vários momentos de sua vida”, e questionava porque os depoimentos gravados não podiam ser apresentados pelo MP para a comparação. Reclamou em depoimento, gravado e degravado, que alguns nomes haviam sido “aliviados” na acusação.

Souza teve a delação anulada devido a uma denuncia de que continuava tentando extorquir empresários para não citar o nome deles.

Depois de meses renegociando com a Justiça, ontem foi homologada novamente a delação. Para isso, óbvio, ele se comprometeu a reafirmar tudo o que estava escrito. Mas se havia discordância em relação ao texto e ao que foi dito, o que o levou a mudar de ideia?

Ocorre que há um cheiro estranho no ar. Alguns empresários reclamam que além de terem sido extorquidos estão recebendo a mão pesada da Justiça, enquanto outros personagens influentes, recebem o beneplácito do sistema.

 

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Gaeco prende ex-delegado da Receita Estadual de Londrina

 

Marcelo Muller Melle
Marcelo Muller Melle

E o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prendeu hoje mais dois integrantes do grupo que saqueava a Receita Estadual do Paraná.

O ex-delegado da Receita Estadual de Londrina, Marcelo Muller Melle, foi preso hoje em Cornélio Procópio e permanecerá engaiolado lá. Já o auditor fiscal Luiz Fernandes de Paula, foi detido em Curitiba.

Segundo o Promotor Jorge Barreto os dois já estão indiciados.

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Deputado Tiago Amaral, quase ninguém está curtindo

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Na rede social Facebook, tem uma página “Amigos do Tiago Amaral” onde os autores falam dos feitos do deputado. Tem 35 curtidas.

Pelo número de curtidas, estou com a impressão que não tem tanta gente assim curtindo o desempenho do deputado. Obviamente não citam o desempenho dele na aprovação do projeto que mudou a ParanaPrevidência, ou ainda o suposto envolvimento dele com a máfia dos fiscais da Receita Estadual.

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Mais políticos recebiam dinheiro da propina para campanhas, diz advogado do delator

O advogado Eduardo Duarte Ferreira, que defende o enroladaço auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, em entrevista à CBN Londrina há poucos instantes, disse que havia um esquema para distribuir dinheiro para algumas campanhas eleitorais, além da campanha do governador Beto Richa.

Ele não citou nomes, mas disse que o auditor dará os nomes dos beneficiados nos próximos dias.

 

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MP quer continuar chacoalhando o bambuzal da Receita Estadual do Paraná

Pelos números apresentados até agora, seria até de “bom alvitre” fechar a Receita Estadual do Paraná para balanço. Aliás, balançar muito ver se a galera podre cai de uma vez.

O Ministério Público contabiliza que a Operação Publicano – que prendeu vários auditores fiscais por fraude, corrupção, formação de quadrilha, etc, etc –  pode atingir mais 50 auditores fiscais.

Já foram denunciadas 62 pessoas, 15 auditores fiscais da Receita Estadual do Paraná.

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Justiça acata denúncia contra 62 integrantes do esquemão de propina. Policia ainda espera a apresentação do casal foragido

A juíza substituta da 3º Vara Criminal de Londrina, Déborah Pena, acatou a denúncia do Ministério Público (MP) na Operação Publicano. O comandante em chefe da pilantragem, conforme o MP, é o ex-inspetor-geral de fiscalização da Receita Estadual Márcio de Albuquerque Lima, que teve a prisão preventiva decretada em 20 de março e está foragido há 38 dias. A mulher dele, também auditora fiscal e que estaria envolvida no esquema de cobrança de propina na Receita Estadual, Ana Paula Lima, também está desaparecida.

O casal Márcio Albuquerque de Lima  e Ana Paula de Lima, durante uma prova das 500 Milhas de Londrina. Hoje, desaparecidos
O casal Márcio Albuquerque de Lima e Ana Paula de Lima, durante uma prova das 500 Milhas de Londrina. Hoje, desaparecidos

Além do simpático casal aí em cima, outras 60 pessoas foram denunciadas.

Veja abaixo o que informa o Jornal de Londrina

Operação Publicano

As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Londrina começaram há cerca de 10 meses, mas, de acordo com o promotor Cláudio Esteves, avançaram muito mais nos últimos 30 dias, período em que foram decretadas as prisões preventivas. (mais…)

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