do UOL
A Polícia Federal indiciou hoje o ex-ministro da Previdência no governo de Jair Bolsonaro José Carlos Oliveira, na investigação sobre descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).
Oliveira, que após se converter ao islamismo adotou o nome Ahmed Mohamad, foi indiciado pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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Além dele, foram indiciados o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, o operador do esquema Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e integrantes da Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais). Os indiciamentos são os primeiros das investigações abertas pela PF para apurar desvios de cerca de R$ 6 bilhões de aposentados e pensionistas e guardam relação apenas com a Conafer.
De acordo com a investigação da PF, Oliveira recebeu ao menos R$ 550 mil de propina para garantir a inação institucional contra as entidades que efetuaram os descontos indevidos.
Além disso, diz a PF, ele assinou despachos que liberaram R$ 15,3 milhões em descontos indevidos para a Conafer.
Os valores da propina, segundo a investigação, foram repassados para Oliveira por Cícero Marcelino, apontado como operador da Conafer.
As transações teriam sido feitas por meio de triangulações bancárias com cheques de Marcelino e envolveram um operador financeiro chamado Nemer Chiah, que também foi indiciado pela PF.
Chiah, de acordo com a apuração, é um comerciante da rua 25 de Março, em São Paulo, e simulou transações informais de venda de cosméticos e perfumes para converter os cheques em dinheiro destinado à propina repassada ao ex-ministro.















