da Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (13) suspender por 90 dias as visitas do senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

A medida foi tomada após o senador postar nas redes sociais, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai em seu favor.
Na decisão, Moraes deu prazo de 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro se manifestar sobre a publicação da carta.
Segundo o ministro, o ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
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“Não há dúvidas, portanto, que a conduta irregular de Flávio Nantes Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita, permitindo, nos termos do parágrafo 1º do artigo 41 da Lei de Execuções Penais, sua imediata suspensão”, concluiu o ministro.
O ministro também determinou que o caso seja enviado ao Ministério Público Eleitoral para ciência e adoção das medidas cabíveis em função do período eleitoral.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar, para se recuperar de uma pneumonia bacteriana.















4 comentários
Jordão Bruno
Será que os bolsonaristas acreditam realmente nessa idiotice de comparar a prisão do Lula com a do Bolsonaro? No período em que Lula esteve preso ilegalmente, ele não era condenado com trânsito em julgado. Ao contrário de Jair B. que já recebeu condenação com trânsito em julgado. Jair B. está em prisão domiciliar, um benefício sob condições que só ele recebeu entre todos os presidiários de todo o país, com restrições estabelecidas claramente pelo ministro Alexandre de Moraes. Qualquer imbecil pode pesquisar no Google quais são essas restrições e a mais recente violada foi a divulgação de uma carta sua de apoio ao candidato que ele escolheu, isto é, seu próprio filho 01. O STF já demorou pra devolver esse golpista genocida para a Papuda.
Gustavo Cazé Rucha
Ao menos 15 políticos visitaram Lula na prisão
O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem boa memória. Ele lembra que Lula (PT), preso, manteve livre articulação política e comandava o PT do cárcere, onde cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro. Mas Jair Bolsonaro não pode ver o filho Flávio por 90 dias. Lula recebeu inúmeras vezes ao menos 15 aliados, incluindo Fernando Haddad (PT), candidato a presidente por ele designado do xilindró. Flávio Dino era governador do Maranhão e visitou o encarcerado em maio de 2019.
Cereja do bolo
Quem liberou o vai-e-vem na cela do encarcerado foi Ricardo Lewandowski, que anos depois se tornaria ministro da Justiça de Lula.
Séquito petista
A lista tem outros nomes do PT, como Fátima Bezerra, Wellington Dias, Camilo Santana, Jaques Wagner, Rui Costa e Gleisi Hoffmann.
Segue a lista
Não petistas: Manuela d’Ávila (PcdoB), Guilherme Boulos (Psol), Renan Calheiros (MDB), Roberto Requião (MDB) e Jandira Feghali (PcdoB).
Turistas imprevistos
Houve ainda visitas dos políticos argentinos Alberto Fernández e Pérez Esquivel, também amparados por autorização judicial.
https://www.osul.com.br/ao-menos-15-politicos-visitaram-lula-na-prisao/
Tinha visita íntima?
Jordão Bruno
Nessa família é normal cometer crimes e depois dizer que houve perseguição política. Depois os bolsonaristas vão reclamar se o golpista-mor for devolvido à Papudinha, que é o lugar de onde nem deveria ter saído. Nenhum outro preso no Brasil em situação de saúde muito pior que Bolsonaro recebe o mesmo tratamento especial concedido por Alexandre de Moraes ao ex-presidente.
Buia
É parente de Ailton Nantes esse Flávio?