Evento recebeu 760 mil visitantes; pesquisa aponta crescimento entre consumidores de 18 a 34 anos e presença das redes sociais na descoberta de obras
Jovens participam da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que recebeu 760 mil visitantes no Anhembi. Foto: divulgação/Bienal do Livro SP
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo recebeu 760 mil visitantes, maior público de sua história, enquanto o consumo de livros pelos jovens cresceu, conforme registrado em 2025. Durante dez dias no Anhembi, o evento teve cinco datas com ingressos esgotados e reuniu filas para encontros e sessões de autógrafos com escritores.
O Panorama do Consumo de Livros, pesquisa da Câmara Brasileira do Livro realizada pela Nielsen BookData, aponta que cerca de 3 milhões de brasileiros entraram no universo dos consumidores de livros em 2025. Somadas, as faixas de 18 a 34 anos cresceram 3,4 pontos percentuais.
O movimento ocorre após a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil registrar a perda de 6,7 milhões de leitores entre 2019 e 2024. Pela primeira vez na série histórica, os não leitores passaram a representar a maioria da população. As pesquisas medem comportamentos diferentes: a compra de livros não significa, necessariamente, sua leitura.
Entre os consumidores, as redes sociais aparecem entre os principais hábitos de lazer. Segundo os dados apresentados, 65% acompanham algum criador de conteúdo sobre livros ou literatura. Na Bienal, autores e obras com projeção no ambiente digital atraíram público para encontros presenciais.
Em 2026, o Prêmio Jabuti criou a categoria Incentivo à Leitura, Cultura Digital, voltada a criadores de conteúdo ligados a livros e literatura.
A edição também destinou R$ 20 milhões em vales-livro a estudantes e educadores, em parceria com a Prefeitura de São Paulo. O evento adotou ainda o cashback. Assim, parte do valor pago pelo ingresso é convertida em crédito para que o participante compre livros.
| Luiz Bragança de Pina, com informações de Sevani Matos e Hubert Alqueres.















