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Cláudio Osti

​Falta povo na eleição

3 comentários

​Por Marcos Defreitas

As campanhas ficaram bonitas demais.
​Têm produção sofisticada, imagens cinematográficas, cenários perfeitos e discursos ensaiados. Tudo muito moderno, muito técnico, muito televisivo.
​Só esqueceram de uma coisa, o povo.
​A televisão está cheia de imagens, mas vazia de emoção. Há muito aparato e pouca alma, muito roteiro e pouco coração. Parece que algumas campanhas foram produzidas para impressionar quem entende de comunicação, mas esqueceram de conversar com quem está sentado no sofá de casa.
​E política, no fim das contas, não é cinema.
​Não basta uma campanha ser bonita. Ela precisa tocar. Precisa provocar identificação, esperança, indignação e confiança. Precisa fazer o eleitor parar por alguns segundos e perceber que aquela mensagem também fala da sua vida.
​O que estamos vendo é uma campanha cada vez mais virtual e cada vez menos humana. Os candidatos aparecem, mas as pessoas sumiram. Fala-se muito para a câmera e pouco para o coração.
​É preciso modificar essa lógica.
​Hoje, apenas alguns candidatos a deputado estão nas ruas, tentando manter algum contato direto com a população. E isso chama ainda mais atenção porque, antigamente, a política tinha outro calor.
​Havia reuniões nas casas. Havia comícios, mesmo quando não existiam grandes artistas para atrair público. Havia carreatas, cabos eleitorais nas ruas segurando bandeiras e gente conversando com gente. A campanha acontecia nas praças, nas esquinas, nos bairros e dentro das casas.
​Agora, mesmo com tantos recursos públicos disponíveis para as campanhas, muitas vezes não se vê esse calor humano.
​Talvez esteja faltando justamente aquilo que nenhuma tecnologia consegue substituir, alma.
​Eleitor não é algoritmo. Não é número. Não é audiência. É gente com medo, esperança, problemas, sonhos e uma vida acontecendo do lado de fora da televisão.
​E, quando uma campanha se esquece disso, pode até produzir um espetáculo, mas corre o risco de terminar no silêncio de uma plateia vazia.
​Esse novo modelo, sem o povo, é frágil e pode ruir rapidamente.
​Agora é a hora de voltar a pulsar com a gente. De olhar nos olhos, mesmo através da tela. De trocar a frieza da imagem perfeita pela verdade que arde na mensagem.
​Campanha eleitoral pode até ser cinematográfica. Pode ser tecnicamente impecável. Mas, se não pulsar no peito, vira apenas um filme esquecido.

Marcos Defreitas é jornalista e articulista convidado deste portal

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3 comentários

  • MP na eleição.

    Tem candidato com mandato recebendo milhões para gastar em campanha, mas, curiosamente, o dinheiro parece ter aprendido a andar pelas ruas sem deixar pegadas. Não se vê estrutura, não se vê movimentação compatível, não se vê onde essa montanha de recursos foi parar. O Ministério Público deveria olhar isso de perto e conferir se as notas fiscais refletem despesas reais ou se existe algo além de papel e cifras nessa história.

  • https://www.instagram.com/reel/DdbkMW7tFT_/?l=1

    Maringá

    Voz do jornalista Walter Tele do extinto Jornal de Londrina está na lamúria

  • Prof. Paulo Minozzo

    E falta saco pro povo, kkkkkkkk. Um povo, aliás, que tem o que merece, né? Um povo que gosta de ser feito de trouxa, que implora pra cair num golpe (por ignorância, ganância ou ambos), que acredita em salvador da pátria, que não junta lé com cré. Eleições 2026 vai ser no outubro azul – com o povo tomando no…. kkkkkkkkk!

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