
Há uma máxima que se diz em Brasília: Na política não existe almoço grátis. Todos os favores são cobrados, muitas vezes com juros muito acima da selic.
Bem, ontem Flávio Bolsonaro disse que não houve qualquer troca de favores entre ele e Daniel Vorcaro, o ex-dono do Banco Master.
Vamos contextualizar: Flávio mentiu ao dizer que não conhecia Vorcaro. Teve que voltar atrás quando gravações dele falando com Vorcaro foram divulgadas. Depois mentiu que não havia mais falado com Vorcaro. Flávio, posteriormente, admitiu que foi em São Paulo visitar Vorcaro na casa dele, quando o ex-banqueiro já usava tornozeleira eletrônica.
Flávio pediu a Vorcaro 134 milhões de reais para o ex-banqueiro para pagar o filme Dark Horse. Veja, não foram 10 mil reais, ele pediu 134 milhões . 60 milhões foram enviados para um fundo nos Estados Unidos cujo controle está nas mãos do irmão dele, o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro.
E Flávio diz que não teve nada demais nisso. Um senador da República pedir 134 milhões para um ex-banqueiro que há mais de um ano e meio vinha sendo denunciado de ter cometido a maior fraude bancária do Brasil em todos os tempos, não tem nada de mais, que não ficou devendo pra ele nem favor.
Talvez só a Velhinha de Taubaté tenha acreditado nesta história.
Mas só talvez.













