Pesquisa mostra Sergio Moro com 45%, 21 pontos à frente de Requião Filho. Sandro Alex chega a 17,5% e se aproxima do segundo colocado, mas ainda precisa acelerar crescimento
A corrida pelo Governo do Paraná começa a ganhar contornos mais definidos, a pouco mais de um mês da eleição. O novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta quinta-feira (3), mostra Sergio Moro (PL) consolidado na liderança, enquanto Sandro Alex (PSD) apresenta crescimento, ainda que em ritmo lento, e Requião Filho (PDT) permanece na segunda colocação, mas precisa ampliar sua votação para transformar a atual posição em uma vaga no segundo turno.
Moro aparece com 45% das intenções de voto, uma vantagem de 21 pontos percentuais sobre Requião Filho, que registra 24%. Sandro Alex aparece logo atrás, com 17,5%.
Na pesquisa anterior do instituto, Moro tinha 46,1%, Requião Filho, 23,4%, e Sandro Alex, 16,5%. Ou seja, dentro da margem de erro, o cenário apresenta poucas alterações: Moro oscilou 1,1 ponto para baixo, Requião cresceu 0,6 ponto e Sandro avançou 1 ponto.
A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais. Portanto, mais do que uma mudança brusca no quadro, os números apontam para uma liderança bastante estável de Moro e uma disputa ainda aberta pela segunda vaga.
Moro mantém vantagem confortável
O principal dado da pesquisa é a manutenção da ampla vantagem de Sergio Moro. Com 45%, o senador aparece muito à frente dos adversários e praticamente dobrou a votação dos dois candidatos que vêm logo atrás.
Outro indicador reforça a força do candidato do PL. Quando os eleitores são questionados sobre quem acreditam que vencerá a eleição, independentemente de sua preferência pessoal, Moro chega a 49,4%.
Requião Filho aparece com 15,9%, enquanto Sandro Alex soma 14,9%.
A percepção de vitória, portanto, acompanha a liderança nas intenções de voto: Moro não apenas lidera como é apontado pela maioria dos entrevistados como o candidato com maiores chances de vencer a disputa.
Isso não significa que a eleição esteja decidida, mas mostra que, neste momento, o candidato do PL parte de uma posição bastante confortável.
Sandro Alex cresce, mas ainda precisa acelerar
O movimento mais interessante da pesquisa está na segunda metade da tabela.
Sandro Alex chegou a 17,5%, contra 16,5% na rodada anterior. O crescimento de um ponto percentual é modesto e está dentro da margem de erro, mas mantém uma tendência que pode ser politicamente relevante: o candidato do PSD está reduzindo lentamente a distância para Requião Filho.
Hoje, a diferença entre os dois é de 6,5 pontos percentuais.
Sandro tem ainda uma vantagem importante: sua rejeição é significativamente menor. Apenas 10,9% dos entrevistados dizem que não votariam nele de jeito nenhum, contra 36,6% de Requião Filho e 24,8% de Sergio Moro.
Esse é um dado que pode ganhar importância na reta final. Com menor rejeição, Sandro Alex possui, em tese, maior espaço para buscar eleitores que ainda não decidiram o voto.
O problema é o ritmo.
Sandro cresce, mas cresce devagar. Se quiser ultrapassar Requião Filho e garantir uma vaga no segundo turno, precisará transformar esse avanço gradual em uma tendência mais forte nas próximas pesquisas.
Requião Filho precisa reagir
Requião Filho continua na segunda colocação, com 24%, e, portanto, ainda estaria classificado para um eventual segundo turno.
Mas a pesquisa acende um sinal de alerta para a campanha do candidato do PDT.
O primeiro deles é a proximidade de Sandro Alex. O candidato do PSD está a apenas 6,5 pontos do pedetista. O segundo é a elevada rejeição de Requião Filho, que chega a 36,6% — a maior entre todos os candidatos.
Isso significa que, embora Requião esteja hoje em posição de segundo colocado, não pode considerar a vaga garantida.
Para chegar ao segundo turno, o candidato da esquerda precisará não apenas preservar sua base, mas também conquistar parte dos eleitores que ainda estão indecisos.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, 51,2% dos entrevistados não sabem em quem votar ou não responderam. Moro aparece com 24,2%, Requião Filho com 10,2% e Sandro Alex com apenas 6,3%.
Esse grande contingente de eleitores ainda sem candidato definido mostra que existe espaço para mudanças.
A disputa real, neste momento, é pela segunda vaga
Os números permitem uma leitura relativamente clara do atual estágio da eleição.
Sergio Moro está isolado na liderança. A distância de 21 pontos para Requião Filho e a percepção de que ele é o favorito para vencer mostram que o senador construiu uma vantagem significativa.
Já a disputa pela segunda colocação é mais incerta.
Requião Filho permanece à frente, mas tem rejeição muito elevada e praticamente não alterou sua votação em relação ao levantamento anterior. Sandro Alex, por sua vez, ainda está atrás, mas apresenta crescimento e possui uma rejeição consideravelmente menor.
O desafio de Sandro é acelerar esse movimento. O desafio de Requião é impedir que ele cresça.
Assim, a eleição paranaense apresenta, neste momento, um favorito e uma briga pela segunda vaga.
Eleitorado ainda não está totalmente definido
Além dos três primeiros colocados, a pesquisa estimulada mostra Adriano Funileiro (PCO) e Tayná Miessa (UP) com 0,9% cada. Alexandre Salomão (Mobiliza) e Luiz França (Missão) aparecem com 0,5%, enquanto Samuel de Mattos (PSTU) registra 0,4%.
Brancos, nulos e nenhum candidato somam 5,4%. Outros 4,9% não souberam ou não quiseram responder.
Na pesquisa espontânea, porém, o número de indecisos é muito maior, chegando a 51,2%.
Esse contingente pode ser decisivo na reta final, especialmente para candidatos que ainda possuem espaço para crescer.
Rejeição pode ser decisiva no segundo turno
A rejeição é outro elemento que merece atenção.
Requião Filho lidera negativamente, com 36,6%, seguido por Sergio Moro, com 24,8%, e Sandro Alex, com 10,9%.
Os números mostram que todos os três principais candidatos têm desafios distintos.
Moro precisa administrar uma rejeição significativa, especialmente entre eleitores que dificilmente votariam no candidato do PL. Requião Filho enfrenta uma rejeição ainda maior, que pode dificultar a ampliação de sua votação. Sandro Alex aparece com a menor resistência entre os três, mas precisa converter essa vantagem potencial em votos.
Em um eventual segundo turno, portanto, a capacidade de cada candidato de atrair eleitores que hoje rejeitam seus adversários poderá ser tão importante quanto a votação registrada no primeiro turno.
Por enquanto, entretanto, os números são claros: Moro está consolidado na liderança; Requião Filho ainda ocupa a segunda posição, mas precisa crescer para não ser alcançado; e Sandro Alex avança lentamente e tenta transformar sua menor rejeição em uma arrancada na disputa pela vaga no segundo turno.
Como foi feita a pesquisa
O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro, com 1.280 eleitores em 56 municípios do Paraná.
A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-03399/2026.














