Tudo embolado na disputa pelo Senado no Paraná. A 31 dias da votação em primeiro turno, a corrida pelas duas cadeiras do Paraná no Senado Federal ganha contornos de forte indefinição. O levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas traz os quatro primeiros colocados separados por margens estreitas no cenário estimulado — no qual cada eleitor pôde indicar até duas escolhas.
Com margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, os números de intenção de voto estimulada revelam o seguinte panorama:
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Deltan Dallagnol (Novo): 30,8%
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Alexandre Curi (Republicanos): 28,4%
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Gleisi Hoffmann (PT): 25,7%
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Filipe Barros (PL): 22,9%
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Cristina Graeml (PSD): 14,4%
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Dr. Rosinha (PT): 13,0%
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Marcelo Marcelino (PCO): 1,7%
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Joaquim do MLB (UP): 1,3%
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Karen Guerreiro (Missão): 0,9%
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Não sabe/não opinou: 6,1%
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Branco/nulo/nenhum: 7,4%
As Chances de cada candidato
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Deltan Dallagnol (30,8%): Lidera numericamente, amparado pela força da pauta lavajatista e pelo apelo junto ao eleitorado conservador e antipetista no estado. Contudo, enfrenta forte sobreposição de votos no mesmo espectro com Filipe Barros e Cristina Graeml, exigindo habilidade para não pulverizar seu eleitorado na reta final.
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Alexandre Curi (28,4%): Consolida-se no segundo posto impulsionado pela força do aparato político do PSD/Republicanos no interior do estado e pela influência de alianças municipais. Sua candidatura conta com baixo índice de rejeição cruzada, o que o posiciona favoravelmente para capturar votos de eleitores indecisos e pragmáticos.
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Gleisi Hoffmann (25,7%): Como principal nome da esquerda no levantamento, se beneficia da concentração do eleitorado progressista, dividindo atenções apenas com Dr. Rosinha (13%). O teto de Gleisi dependerá da capacidade de mobilização da militância e do desempenho do governo federal no estado para furar a bolha e brigar diretamente por uma das duas vagas.
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Filipe Barros (22,9%): Mantém-se competitivo na quarta colocação sustentado pelo alinhamento ao eleitorado bolsonarista raiz. Sua margem de crescimento passa por intensificar o apelo junto à base da direita no Paraná e absorver potenciais votos da candidatura de Cristina Graeml.
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Cristina Graeml (14,4%) e Dr. Rosinha (13,0%): Correm por fora. Embora registrem patamares relevantes, enfrentam o desafio da polarização interna nos seus respectivos campos ideológicos, necessitando de uma virada expressiva na reta final de campanha para encostar no pelotão dianteiro.
A pesquisa ouviu 1.280 eleitores presencialmente em 56 municípios do Paraná entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro de 2026, com nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o nº PR-03399/2026.














