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Cláudio Osti

Caso UEL: Polícia Civil instaura inquérito para apurar ameaça de extremistas em Londrina

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Caso UEL: Polícia Civil instaura inquérito para apurar ameaça de extremistas em Londrina

Da Assessoria da Polícia Civil

Polícia Civil instaura inquérito para apurar mensagens com símbolos nazistas e incitação à violência contra ato político na UEL

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, instaurou inquérito policial para apurar mensagens divulgadas em um grupo de WhatsApp que continham imagem com a cruz suástica, bem como conteúdo incitatório à violência quando de um ato político realizado na noite de quinta-feira (8), em frente ao Restaurante Universitário (RU) da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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Os fatos chegaram ao conhecimento da PCPR na quinta-feira (8), por meio de comunicações encaminhadas pela 24ª Promotoria de Justiça da Comarca de Londrina, por gabinetes parlamentares e pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (Disque 100). As comunicações referem-se ao mesmo conjunto de capturas de tela, que também circularam em redes sociais.

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De acordo com o material recebido, as mensagens foram publicadas na quarta-feira (7) em um grupo de WhatsApp de cunho político, com participantes ligados ao meio universitário local.
Entre elas, constam uma imagem de pessoas portando bandeiras com a cruz suástica, acompanhada de mensagem de autodeclaração extremista.
Em tese, veicular símbolos ou propaganda que utilizem símbolos do regime arianista para fins de divulgação do nazismo é crime previsto no artigo 20, § 1º, da Lei nº 7.716/1989, com pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. A incitação pública à prática de crime está prevista no artigo 286 do Código Penal. A investigação também verificará a ocorrência de outras infrações, inclusive de natureza discriminatória, que eventualmente possam surgir no curso da apuração.
O inquérito tem por objetivo verificar a autenticidade e a integridade das mensagens, identificar seus autores e individualizar a conduta de cada um. Até o momento, não há investigado formalmente identificado.
As diligências tramitam sob sigilo, nos termos do artigo 20 do Código de Processo Penal. Em observância à legislação vigente, a PCPR não divulgará nomes de pessoas eventualmente investigadas.

Como colaborar

A PCPR orienta que pessoas que tenham recebido as mensagens diretamente, ou que tenham informações sobre os fatos, não repassem o conteúdo em redes sociais e procurem a 10ª Subdivisão Policial de Londrina, na Rua São Pedro, nº 330, Vila Siam, ou façam denúncia anônima pelo telefone 181.

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  • Estão abertas as portas do inferno, cada um por si. Escolhas tem consequencias.

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