
Quando o governo Ratinho Jr abraçou o projeto de ampliação do número de Colégios Cívico Militares dizia que era uma evolução pois melhorava o rendimento escolar, oferecia disciplina, etc.
No entanto, o que se tem visto é que não é bem assim em especial nos quesitos disciplina e segurança dos estudantes. Nesta semana o Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, estudantes encontraram uma câmera no banheiro feminino. Ontem houve protesto de alunos em frente à escola.
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O Portal fez um levantamento de reportagens publicadas nos últimos anos com diversos casos polêmicos que ocorreram em muitas destas escolas no Paraná.
De violência contra estudante, assédio moral e sexual a câmeras de vigilância em banheiros femininos e masculinos.
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Veja alguns dos exemplos:
1. Colégio Cívico-Militar Etelvina Cordeiro Ribas — Paraná
Em julho de 2026, uma reportagem da Gazeta do Paraná revelou que uma comissão de verificação da Secretaria de Estado da Educação confirmou a existência de um equipamento de monitoramento instalado em um banheiro da escola. A comissão também constatou que uma mulher exercia atividades na instituição sem a documentação exigida para atuar como voluntária.
O Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar as circunstâncias das irregularidades e identificar eventuais responsáveis. Portanto, não se tratava apenas de uma denúncia: a existência do equipamento e a situação da voluntária foram confirmadas pela comissão oficial.
2. Colégio Cívico-Militar de Cornélio Procópio
Em fevereiro de 2026, a BBC News Brasil publicou uma reportagem sobre denúncias feitas por pelo menos nove meninas, com idades entre 11 e 13 anos, contra um monitor militar que trabalhava na escola.
Segundo os relatos reunidos na investigação, as estudantes teriam sofrido toques indevidos em diferentes ocasiões, inclusive durante conversas com o funcionário.
A investigação foi aberta em 2023, e o monitor foi desligado do programa estadual em 2025. O caso tramita sob sigilo judicial. A defesa do acusado afirma que ele é inocente, e o Ministério Público informou à BBC que havia se manifestado pela absolvição, com recurso ainda pendente de julgamento.
3. Colégio cívico-militar de Capitão Leônidas Marques
Em dezembro de 2025, o Ministério Público do Paraná denunciou criminalmente um funcionário de um colégio cívico-militar do município pelos crimes de estupro de vulnerável e ameaça.
De acordo com a denúncia, três alunas, de 12 e 13 anos, teriam sido vítimas de toques indevidos. O funcionário também teria ameaçado uma delas para que não relatasse o ocorrido.
A investigação começou depois que os pais das estudantes registraram boletim de ocorrência. Antes do oferecimento da denúncia, o Ministério Público obteve o afastamento do funcionário das atividades escolares e a proibição de contato com as vítimas.
O processo tramita sob segredo de Justiça.
4. Colégio Cívico-Militar João Turin — Curitiba
Em novembro de 2025, um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou alunos marchando na quadra do Colégio Estadual Cívico-Militar João Turin enquanto cantavam versos que faziam referência à morte de moradores de periferias e a práticas violentas.
A gravação provocou críticas de representantes sindicais e de políticos, que questionaram o conteúdo das músicas e a participação de um militar aposentado na atividade.
A Secretaria de Estado da Educação informou que o conteúdo não correspondia às diretrizes da rede estadual, pediu esclarecimentos à direção e aos profissionais envolvidos e afirmou que avaliaria as circunstâncias da gravação.
5. Colégio Cívico-Militar de Francisco Beltrão
Em 2021, ano em que o programa cívico-militar começou a ser implantado no Paraná, um policial militar da reserva que atuava em uma escola desse modelo em Francisco Beltrão foi preso após uma denúncia envolvendo estudantes.
O episódio foi citado pela BBC News Brasil em seu levantamento sobre investigações de suspeitas de abuso em colégios cívico-militares paranaenses.
6. Colégio Cívico-Militar Doroteu de Pádua — Ponta Grossa
Três alunas denunciaram um professor de matemática por suspeitas de assédio e importunação sexual. O caso foi mencionado pela BBC News Brasil em sua apuração sobre episódios envolvendo escolas cívico-militares do Paraná.
7. Colégio Cívico-Militar Júlio Mesquita — Curitiba
Na reportagem publicada em fevereiro de 2026, a BBC News Brasil relatou o depoimento de uma ex-estudante que acusou um monitor militar de fazer comentários constrangedores sobre as roupas de alunas.
Segundo o relato encaminhado ao sindicato da categoria, o funcionário teria dito que, se as estudantes voltassem a usar determinadas roupas, seriam levadas para uma esquina, em referência interpretada pela denunciante como comparação com prostitutas.
8. Colégio cívico-militar de Colombo
Em 2025, imagens de uma apresentação de armamentos em uma escola cívico-militar de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, também provocaram repercussão pública.
O caso foi mencionado em reportagem da Gazeta do Paraná sobre controvérsias envolvendo essas instituições. A publicação registrou questionamentos apresentados por críticos do modelo sobre as atividades realizadas nas escolas.
Os episódios são de naturezas diferentes e precisam ser analisados individualmente. Alguns envolveram equipamentos de monitoramento considerados irregulares por órgãos de fiscalização; outros, denúncias criminais ou questionamentos sobre atividades e comportamentos dentro das escolas. Muitos destes casos continuam sendo investigados.














