Desde 2008

Editor:
Cláudio Osti

Minha Pasárgada

7 comentários

Minha PasárgadaPor Mário César Carvalho

Pasárgada é uma cidade utópica imortalizada por Manuel Bandeira. Um paraíso onde ele acreditava que encontraria a liberdade do sofrimento imposto pelas limitações da tuberculose. Lá o poeta imaginava que poderia viver prazeirosamente a vida, sem qualquer limite, pelo simples fato de que era era amigo do rei.

E em tempos de pandemia e isolamento social, atingidos pelo bipolar processo do que deve, ou não, ficar aberto, do que deve, ou não, funcionar é de se pensar que talvez Pasárgada não seja um lugar utópico. Que talvez já estejamos morando lá e nem percebemos. Só com uma diferença: nesta Pasárgada nem todos somos amigos do rei.

Tópicos:
Compartilhe:

Veja também

7 comentários

  • Os “amigos” do rei e o próprio rei, aquele que tem o poder, seja quem for, estraga o mundo, porque privilegia alguns. A sociedade é hierarquizada, a mentalidade é hierarquizada, há um sentimento de superioridade. Vê-se pelo comportamento do desembargador, daquela que disse sou advogada, daquele moço do condomínio da inveja da pele branca, daquele casal do Rio que humilhou um fiscal da prefeitura. Detesto.

  • Mas os filhos do rei vão ainda mais longe, vão ao nirvana, que, nos novos tempos, significa ter costas quentes.

  • Triste Londrina

    Bolsonaro além de abandonar o bolsonarismo se filiou ao gilmarmendismo. Enquanto tiver poder tem essa moral… O que mais me deixa pasmo é ver aquele Olavo de Carvalho se gabar de uma plêiade de escritores, ser o pai do olavismo. Ainda bem que sou vacinado e não me deixo levar pela engambelada desses trambiqueiros. Essa é a corrupção que prometeram combater. Olavismo não é crime, é o último recurso de quem até Jesus abandonou…

    • Bolsonaro não abandonou o bolsonarismo, meu caro. Pelo contrário, o fortaleceu. Bolsonarismo sempre foi essa velha política corrupta e populista, apreciadora da truculência e autoritarismo. Os ingênuos, numa definição gentil, caíram como patos na conversinha dele.

      • Triste Londrina

        Bolsonaro brigou sim com o bolsonarismo. Deixou o PSL, traiu aliados, frustrou eleitores que acreditaram na furada agenda ideológica, outros nos seus ideais neoliberais que se provaram meros discursos ou promessas de campanha. Fez a velha politíca. Abraçou o Centrão. O populismo não é exclusividade se ditadores de direita. Está em todas as instâncias da política. O seu problema foi deixar o filho se meter demais onde não é da conta dele…. Simples assim.

        • Deixar o partido, trair aliados, frustrar eleitores, abraçar o centrão… Isso é bolsonarismo puro. E é obvio que o populismo não é exclusividade da direita, vide o populista mór do Brasil. Mas atribuir o problema de tudo à interferência filial é subestimar o método do presidente que burro não é. Quem dera se fosse simples assim.

  • Bem isso, só os amigos do rei podem td!!

Deixe o seu comentário