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Cláudio Osti

CCJ da Câmara aprova manutenção de prisão preventiva de Chiquinho Brazão

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Depois de mais de cinco horas de discussão, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira, 10, a manutenção da prisão preventiva do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado pela Polícia Federal (PF) de ser um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco.

Foram 39 votos a favor do relatório de Darci de Matos (PSD-SC), que defendeu a preservação da medida cautelar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e 25 contra o parecer – pela soltura de Brazão, portanto. Houve, ainda, uma abstenção.

Agora, caberá ao plenário da Câmara analisar a prisão do parlamentar. Para aprovar, em definitivo, a permanência de Brazão na cadeia, são necessários ao menos 257 votos a favor do relatório de Matos, equivalentes à metade mais um dos 513 deputados.

O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), já havia anunciado que levaria o tema ao plenário imediatamente depois da decisão da CCJ, ainda nesta quarta-feira. A prisão de Brazão será o único item da pauta da sessão.

O placar da votação na CCJ não representa, necessariamente, uma prévia do posicionamento do plenário da Câmara. O próprio relator, Darci de Matos, admitiu que o clima havia mudado desde o início da discussão na comissão, duas semanas atrás, e afirmou que, agora, “paira uma dúvida” sobre o resultado final.

O catarinense argumenta em seu relatório na CCJ que, juntas, as acusações contra Brazão – de obstrução de Justiça e homicídio – cumprem os requisitos da Constituição, que estabelece que parlamentares só podem ser presos em flagrante por crimes inafiançáveis.

Em que pese toda a repercussão dos últimos desdobramentos da investigação do assassinato de Marielle no STF, há um grupo crescente de deputados que teme que avalizar a manutenção de Brazão na cadeia possa, supostamente, abrir um precedente para, no futuro, a Corte autorizar prisões preventivas de parlamentares sem atender aos requisitos constitucionais.

Desde a semana passada, com a votação da prisão de Brazão suspensa na CCJ por um pedido de vista coletiva, já havia a avaliação nos bastidores da Câmara de que, depois da definição sobre o acusado de mandar matar Marielle Franco, seria preciso discutir uma proposta de emenda à Constituição para reforçar a blindagem sobre as prerrogativas parlamentares.

Da Revista Veja

 

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4 comentários

  • Você pode nos informar como os nobres deputados locais votaram nesse específico caso?

  • Paulo Travesso

    Quem diria?… O deputado federal presbiteriano Filipe Barros, fidelíssimo ao defensor de miliciano Jair Bolsonaro, defendeu que o acusado de mandar matar a vereadora Marielle fosse solto. Sim, o deputado federal e ex-pré-candidato à prefeitura de Londrina, votou pela soltura do deputado federal Chiquinho Brazão. Depois de defender golpe contra a democracia brasileira, Filipe Barros defendeu liberdade para o acusado de mandar metralhar uma vereadora adversária política. Esse deputado está no partido certo: o PL do golpista e ladrão de joias, Jair Bolsonaro. Para o bem da Justiça e da Democracia, o deputado federal Filipe B. foi derrotado no voto.

  • MARILE VIVE

    POSTA AI PACOCA COMO CADA PARLAMENTAR DO PARANÁ VOTOU.

  • Urubu Vermelho

    Como era letra dada, o partido do Bolsonaro (PL) está se empenhando arduamente em tirar da cadeia o mandante da execução da vereadora Marielle. Na CCJ foram derrotados. Depois a turma do PL de Londrina vai reclamar quando chamarem seu partido de “amigo de milicianos”. Também a turma do PL vai dizer que o partido luta contra o crime organizado. Mas defendendo a milícia carioca assassina?

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