A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da concessão de prisão domiciliar para o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro (PL).
O militar de 78 anos foi preso na última terça-feira (25), por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o exame de corpo de delito, realizado após a prisão, Heleno relatou que sofre de Alzheimer, desde 2018.
➡️O ex-ministro do GSI é acusado de integrar o “núcleo crucial” de uma organização criminosa, liderada pelo ex-presidente Bolsonaro, para promover um golpe de Estado e mantê-lo no poder, apesar da derrota nas urnas.
“A manutenção do custodiado em prisão domiciliar é medida excepcional e proporcional à sua faixa etária e ao seu quadro de saúde, cuja gravidade foi devidamente comprovada, que poderá ser vulnerado caso mantido afastado de seu lar e do alcance das medidas obrigacionais e protecionistas que deverão ser efetivadas pelo Estado e flexibilização da situação do custodiado”, diz o parecer.
A decisão de acatar, ou não, o parecer da PGR e decretar prisão domiciliar para o condenado é do relator do caso no Supremo, ministro Alexandre de Moraes. Ele ainda vai analisar o parecer e se manifestar sobre o pedido da defesa.
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General Augusto Heleno acompanha interrogatório de Mauro Cid sobre trama golpista — Foto: Gustavo Moreno/STF














2 comentários
Glaucia
A decisão do Paulo Gonet está correta.
Mas, eu sinto que o germe do golpismo segue vivo nos corações e mentes de todos os golpistas, velho ou novo, doente ou saudável.
O perigo ronda, por isso a eleição de 2026 é tão importante para a manutenção do estado democrático de direito, porque se Tarcísio vencer dará indulto ao Bolsonaro e livre vai aprontar de novo, e vingativo. Se a extrema-direita se tornar maior ainda no Congresso Nacional, sobretudo Senado, receio que os próximos anos serão bem difíceis para o País.
Incrédulo
Esse General é um caso para ser visto a luz da ciência, desde 2018 tem Alzheimer, foi chefe da Inteligência – SNI e 7 anos depois tem consciência de informar sobre ter a doença.