
A mais recente é a “engolida de sapo-cururu” do deputado federal Felipe Francischini, do Podemos. Ontem ele declarou apoio à campanha do senador Sérgio Moro (PL) ao governo do Paraná.
Vamos contextualizar: Em 2022 Sérgio Moro, que havia entrado no Podemos a convite do ex-senador Alvaro Dias, abandonou o partido pelo qual chegou a fazer pré-campanha para a presidência da República e ingressou no União Brasil, que era dominado pela família Francischini. Desde que colocou o pé no partido, Moro fez de tudo para tomar conta da sigla, o que acabou conseguindo no segundo semestre de 2025.
Ao passar a mandar no União Brasil, Moro suprimiu o espaço do deputado Felipe Francischini, que migrou para o Podemos, partido mais acanhado.
Meses depois, como tem sido habitual na carreira do senador, Moro abandonou o União Brasil para ingressar no PL e tornou-se pré-candidato ao governo.
Agora, nestas encruzilhadas do destino, onde a conveniência e a sobrevivência colocam qualquer mágoa, mesmo as mais violentas, em caixinhas no almoxarifado, Francischini e Moro anunciam estarem juntos.
Aliás Francischini, curiosamente, aproveitando o prato anfíbio, também engoliu de sobremesa um sapo menor, é verdade, ao ter que apoiar agora o candidato ao senado Filipe Barros com o qual teve desavenças quando ambos estavam no PSL













