
Com 27 metros de altura, o Papai Noel instalado no Lago Igapó 2, em Londrina, foi declarado ontem o maior do mundo pelos representantes oficiais do Guinness Book, o livro dos recordes.
Durante a cerimônia teve discurso, show com fogos de artifício e muita música.















8 comentários
Zezinho da Silva
Já que o bonecão tá lá, o prefeito bolsonarista poderia aumentar-lhe a sobrevida. Tire o gorro dele e coloque uma coroa. Para homenagear a numerosa colônia árabe de Londrina, chame-o de Baltazar. E teremos o maior rei mago do mundo. Kkkkkk
Kledir
Para quem dizia que filho feio não tem pai…
Vergonha RPC
VERGONHA ENORME
A RPC conseguiu superar expectativas: exaltou o “maior Papai Noel do mundo” em Londrina sem ouvir ninguém dos muitos que estão indignados com o gasto, a estética duvidosa e a falta de prioridades da gestão.
O que se viu foi propaganda institucional disfarçada de jornalismo. Nenhuma crítica, nenhum contraponto, nenhum interesse em ouvir a população.
É triste ver uma emissora com tanta história se comportar como assessoria de imprensa do poder público. Uma vergonha tão monumental quanto o boneco inflável que tentam empurrar como orgulho natalino.
Victor Hugo
A instalação de um Papai Noel de 27 metros no Lago Igapó 2, em Londrina, e sua coroação como “o maior do mundo” pelo Guinness Book é uma iniciativa que beira o absurdo, uma ilusão tola e embaraçosa para a nossa cidade. Longe de ser motivo de orgulho, esse tipo de ação parece mais um truque vergonhoso para desviar a atenção dos problemas reais e urgentes que Londrina enfrenta todos os dias.
Enquanto os representantes do Guinness Book fazem discursos e os fogos de artifício iluminam o céu, nossa cidade continua atolada em questões graves e negligenciadas. Em vez de sermos celebrados pelo recorde do “maior Papai Noel do mundo”, poderíamos — e deveríamos — estar nos posicionando como uma das cidades líderes em soluções reais e transformadoras:
1. Moradores de rua: Ao invés de investir em símbolos do consumo natalino, Londrina deveria ser reconhecida por ter o maior e melhor programa de atenção aos moradores de rua, oferecendo suporte para que essas pessoas possam recuperar sua dignidade e traçar novos rumos para suas vidas.
2. Economia e emprego: Poderíamos ser a cidade que mais atrai e instala indústrias e empresas do Sul do país, aproveitando a abundância de matéria-prima na região, transformando-a localmente, gerando empregos de qualidade e agregando valor econômico.
3. Educação pública exemplar: Londrina poderia ser modelo nacional em educação, a cidade que luta pela melhor qualidade no ensino público, garantindo que seus jovens tenham acesso às melhores oportunidades de aprendizado, ao invés de meramente assistirem a espetáculos de fogos na beira do lago.
4. Inovação e empreendedorismo: Em vez de fabricar Papais Noéis gigantes, a cidade deveria estar concentrada em ser um polo de inovação, aportando recursos em tecnologia e orientação para que os jovens se tornem empreendedores de sucesso, dando-lhes alternativas reais para o futuro.
5. Segurança pública e direitos humanos: Deveria ser nosso objetivo sermos celebrados por termos os índices mais baixos de violência urbana e feminicídio, priorizando o bem-estar e segurança de nossos cidadãos, em especial das mulheres, que vivem em constante estado de alerta.
6. Sustentabilidade e clima: Londrina deveria liderar o combate às mudanças climáticas, com soluções ambientais corajosas, plantando mais árvores do que qualquer outra cidade no Brasil, revitalizando espaços públicos de forma sustentável e se tornando um modelo ecológico.
7. Cultura e planejamento urbano: O dinheiro, o tempo e a energia gastos em um Papai Noel que serve apenas para manchetes temporárias poderiam ser direcionados para investimentos em cultura, planejamento urbano e infraestrutura que melhorem, de verdade, a vida das pessoas.
8. Transparência e integridade: Londrina poderia ser conhecida como a cidade que mais valoriza a ética pública, com corrupção zero ou, ao menos, reduzida a níveis insignificantes com o fortalecimento de práticas de governança.
Ao invés disso, o que temos? Um Papai Noel gigante, uma cerimônia espalhafatosa e uma classificação no Guinness Book que, no fundo, traz mais vergonha do que orgulho. Afinal, o que essa “conquista” representa para os cidadãos que convivem diariamente com ruas esburacadas, hospitais sem atendimento adequado, violência crescente e uma clara falta de políticas públicas dignas?
Alguém pode, por favor, me ajudar a entender Londrina? Ou será que estou errado? Será que existe algo tão grandioso nessa cidade que simplesmente escapa ao meu olhar crítico? Mostrem-me, então, algo que justifique o orgulho e o foco que foram entregues a um ornamento plástico, enquanto deixamos de lado tudo o que poderíamos ser, mas não nos esforçamos para alcançar.
O maior Papai Noel do mundo é apenas uma fantasia de uma gestão que ainda não se encontrou. Londrina não precisa de mais ilusionismos vazios. Precisamos urgentemente de realidades concretas que transformem a vida das pessoas. Do contrário, continuaremos na árdua tarefa de procurar por orgulho real em uma cidade que parece insistir em não querer ser mais do que é.
Advogada Rogéria
E tem o maior empresa deficitária. A CTD.
Paulino
E a placa do mais feio do Mundo?
Rubens
Por anos se trabalhou para evitar o uso de fogos de artifício, conseguimos há 8 anos a proibição, agora nesse evento o poder público que sancionou a lei faz uso de fogos de artifício.
Esse mau exemplo contagia e a população refratária ao Sossego público seguirão o mau exemplo.
Incrédulo
Qual a repercussão terá fora da região metropolitana de Londrina, quanto custou para a PML essa inscrição no Guiness? Cidades fizeram árvores de Natal com mais de 100 metros de altura.