A segunda-feira tumultuada em que o Partido Progressista vetou a candidatura do senador Sérgio Moro ao governo do Paraná pela Federação União Progressista, tem muito o jeito de sempre do jogo político: a eterna busca pelo protagonismo e pela ocupação de espaço no poder.
Três grupos se engalfinham hoje para chegar ao Palácio Iguaçu.
Um de esquerda, hoje puxado pelo deputado estadual Requião Filho do PDT, que anda conseguindo o “milagre” de ser protagonista num bloco onde está o PT – que nunca abre mão de ser astro da cena. Requião Filho que já foi do MDB, passou rapidamente pelo PT e agora conquista espaço sendo líder do partido fundado por Leonel Brizola, tem missão de organizar a esquerda num bloco quase único para ter chances reais de ocupar o Palácio Iguaçu.
Do outro lado três grupos de centro-direita. Um deles comandado pelo governador do Paraná, Ratinho Jr, que liberou a disputa entre o secretário Guto Silva, o presidente da Assembleia Alexandre Curi e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca. O outro tem à frente o senador Sérgio Moro (União Brasil), no momento o mais bem posicionado nas pesquisas de intenção de votos. E o terceiro eternamente nas mãos da família Barros, liderado pelo deputado federal Ricardo Barros.
Se pelo lado da esquerda tudo parece caminhar para um blocão apaziguado, sem muitas estripulias, na ala centro direita ainda muita água vai correr por debaixo da ponte.
Mas não tenha dúvida, haverá um acordo, seja ele qual for.
Ricardo Barros é dado ao pragmatismo. Costuma lançar nomes para o governo do Paraná – já fez isso com a esposa, Cida Borgheti, que foi vice de Beto Richa, e também já lançou o irmão Silvio Barros. Se emplacar, emplacou. Se não emplacar, negocia sem cerimônia seu naco no poder, seja uma candidatura a vice, ou uma penca de secretarias.
Na coletiva de ontem a presidente estadual do Progressistas, a deputada Maria Vitória, deu a letra: “temos nomes como a da Cida Borgheti (mãe dela que já foi governadora por oito meses, depois da saída de Richa), Guto Silva, e o nosso querido Rafael Greca”, disse ela.
Ou seja, o leilão está aberto. Se Moro quiser mesmo ser candidato ao governo pela atual Federação, vai ter que ajoelhar. Se não ajoelhar, terá que seguir para outro partido, onde, com certeza, terá limitação do fundo eleitoral, terá pouca base nos municípios, e adversários que não têm o menor pudor em levantar e trabalhar as mazelas da carreira política de Moro.














2 comentários
TIO BILA
E a Cristina Graeml que veio pedir apoio ao ex tri prefeito cassado Tio Bila.
Esse pessoal moralista é uma vergonha.
Zezinho da Silva
No meio dessa turma do centrão e da extrema direita, tá na cara que o menos confiável é o senador Moro. Aposto que Moro não revela suas reais intenções nem para o seu fiel escudeiro dos tempos da lava jato, o evangélico Deltan Dallagnol.