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Cláudio Osti

Lewandowski comprou imóvel de alvo da PF por R$ 9,4 milhões um mês antes de bloqueio judicial

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Via Angelo Rigon

Denúncia publicada pelo Estadão envolvendo ex-ministro do STF e da Justiça tem Maringá no meio

Ex-ministro da Justiça diz que não conhecia os proprietários e que vem cobrando a regularização da residência ou a rescisão da venda

Reportagens dos jornalistas Luiz Vassallo e Carlos Eduardo Valim publicada hoje em O Estado de S. Paulo informa que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski comprou, por R$ 9,4 milhões, um imóvel de Alan de Souza Yang, conhecido como “China”, alvo da Polícia Federal por sonegação bilionária no setor de combustíveis. A aquisição foi feita com uso da empresa familiar que mantinha em sociedade com seus filhos.

Diz trecho da matéria: “A vendedora formal do imóvel dos Lewandowski, Anajá de Oliveira Santos Yang, tem 37 anos, assim como o marido, e é de Maringá, no Paraná. Foi em postos de combustíveis naquele Estado que investigadores passaram em 2011 a seguir o rastro do casal – em processos públicos no Judiciário e no Diário Oficial de Justiça há pelo menos 10 anos. Eles acumulam investigações por adulteração de combustíveis.”

Meses antes desse negócio, a casa havia sido vendida à esposa de China por R$ 4 milhões. Um mês após a venda, a residência foi bloqueada pela Justiça Federal de São Paulo em virtude do desdobramento das investigações contra China. Isso significa que ela não pode ser vendida e que, se os investigados forem condenados, ela poderá até ir a leilão.

A compra da residência foi efetivada em março de 2024, um mês após a posse de Lewandowski como ministro da Justiça. Naquele momento, China era investigado havia anos pela PF, já havia sido condenado por adulteração de gasolina e era alvo de uma operação por sonegação em postos de combustíveis.

No ano seguinte, ele passaria a ser alvo da Operação Carbono Oculto, sob suspeita de ser um dos braços de um grupo de empresários ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação foi deflagrada durante a gestão do próprio Lewandowski no Ministério da Justiça. Leia mais aqui (para assinantes).
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4 comentários

  • Antonio Xavier

    Não existe direitos humanos no vocabulário do Governador Ratinho Júnior.

    https://angelorigon.com.br/2026/02/06/foram-dois-tiros/

  • O recém-inaugurado CEEP – Centro Estadual de Educação Profissional de Ibiporã , entregue com festa, discursos, pompas e holofotes pelo governador Ratinho Junior, consumiu R$ 23 milhões dos cofres públicos.

    Menos de uma semana após a inauguração, parte do teto veio abaixo, em plena atividade, colocando em risco a vida de estudantes, pais e servidores.

    O episódio escancara o padrão de obras caras, mal executadas e entregues às pressas para gerar manchetes políticas.

    Um verdadeiro retrato do descaso com a segurança da população e da irresponsabilidade com o dinheiro público.

    Até quando?

  • Não adianta ser juiz é preciso ser honesto.
    Nesse caso nem concurso público teve.
    Lembremos dele salvando a Dilma Roussef na cassação do mandato dela em 2016.
    Deplorável atuação desse paulista de São Bernardo do Campo e amigo do dono da pizzaria do Lula.

  • Li uma cobrança aqui ao Coronel Hudson, secretário de Segurança Pública do Paraná, que adora aparecer em entrevistas, mas sumiu quando o assunto ficou sério.
    Nada falou sobre o helicóptero da PM que caiu em Medianeira, nem sobre as duas viaturas que bateram sozinhas na estrada. Também se calou diante do espancamento covarde do ex-jogador Perdigão, claramente motivado por racismo, e do número assustador de civis mortos em confrontos com a PM.
    Quando é pra fazer discurso, ele aparece.
    Mas quando é pra dar explicação, silêncio total. Até quando?

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