
Uma nova ação judicial ameaça o já combalido caixa do Digimais, banco do líder religioso Edir Macedo. Sócio da instituição financeira, o empresário Roberto Campos Marinho Filho afirma ter tido um prejuízo de quase R$ 500 milhões ao aceitar papéis da Fictor, da Reag e do Banco Master como lastro da participação do Digimais em um fundo de investimento, o EXP 1.
Os papéis foram utilizados pelo Digimais para comprar 80% do fundo de investimento. Os outros 20% ficaram com Marinho, dono da Yards Capital, que gere o fundo. O valor da carteira, no entanto, despencou com o avanço de investigações sobre supostas fraudes envolvendo tanto o Master quanto a Reag e a Fictor.
No fim da última semana, a Yards notificou o Digimais judicialmente para que o banco de Edir Macedo comprasse a carteira de R$ 462,2 milhões, aportada pelo banco no fundo. A maior parte dos papéis seriam do Master e da Reag, chegando a R$ 316,6 milhões. Os demais títulos seriam da Fictor, somando R$ 145,6 bilhões.
A Reag foi alvo das duas últimas grandes operações policiais que miraram na Faria Lima. A gestora de fundos é investigada por suposto envolvimento em manobras para esconder dinheiro do crime organizado, na operação Carbono Oculto, e por usar a mesma rede de fundos para movimentações suspeitas do Banco Master, na operação Compliance Zero. Diante de tantas suspeitas, a Reag foi liquidada pelo Banco Central no dia 15 de dezembro.
Já a Fictor foi alçada aos holofotes após anunciar que compraria o Banco Master por R$ 3 bilhões em novembro de 2025. Um dia depois, o Master foi liquidado e os principais executivos do banco presos. Em janeiro deste ano, a Fictor apresentou pedido de recuperação judicial alegando que as notícias envolvendo o Master levaram os investidores a pedirem resgates, o que teria esvaziado o caixa e provocado uma crise de liquidez.
➡️ A reportagem completa está na coluna Dinheiro & Negócios, de @furtadofurquim. Basta acessar metropoles.com















3 comentários
Zezinho da Silva
Taí um assunto que não me preocupa. Mas leio como diversão, passatempo. Esse negócio de banco, fintech, banco digital, fundo de investimento, isso deveria ser de interesse só do setor privado. Quando o povo elegeu o neoliberal Jair Bolsonaro, que escolheu Campos Neto para o Banco Central, que decidiu liberalizar o sistema financeiro, então, que se f*&a o sistema financeiro. O cara investiu em algum fundo e perdeu dinheiro? Azar dele. A direita não vive reclamando de que o estado fica intervindo na economia e dizendo que só o setor privado tem capacidade e honestidade para tocar os negócios no país? Se há igrejas que, além de depenar parte do salário dos fiéis, resolve criar banco, deixe que os irmãos se entendam.
GALO CEGO
Já já o Bispo se recupera, como diria o ditado: ¨Trouxa rareia mais não faia¨ logo eles fazem uma ¨fogueira santa¨ e recupera o dinheiro faltante….
Coroné Emanué
Só falta o Pastor Emanuel fazer uma audiência pública sobre isso na Câmara Municipal de Londrina.
Era o que faltava.