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Editor:
Cláudio Osti

O que houve com o mundo?

1 comentário

Por  João Antônio Parra

É sabido que de tempos em tempos a história da humanidade sofre uns solavancos. No geral esses episódios de mudanças de pensamentos e cultura, tendem a evolução social e econômica.

Mas, sempre tem um mas. Em época de tanta informação e tecnologia, o que aconteceu com as pessoas e a política, a arte de governar e expor ideias?

De repente a arte, a cultura, a ciência, a política, a medicina, a justiça, os professores, a imprensa, a história, a filosofia, a literatura, a religião e tantas outras formas de organização social viraram vidraças. Nada presta. Tudo é desprovido de verdade num mundo dominado por fake news e manchetes que geram impactos negativos nas pessoas.

Abro parênteses pra fazer um paralelo sobre o advento dos programas policialescos no começo da década de oitenta, que vinham com a chancela de ajudar a combater a mazela a violência, do tráfico, da corrupção e do cotidiano insalubre das ruas e favelas do país. O final todos sabemos: aumentaram todos os índices de violência, inclusive a policial.

O mundo está passando por um desses terremotos e quem o defende, o faz na premissa que negar, tripudiar e escrachar todas as construções de um mundo moderno não deu certo.

Negam a vacina, que junto com a água potável e os antibióticos, fizeram-nos chegar ate aqui com a maior expectativa de vida do planeta.

Ateiam fogo na imprensa, responsável por nos informar. Bem imprescindível à sociedade, a justiça não pode mais se colocar. Gritam ser parcial para aqueles que a ela estão expostos.

Os professores, responsáveis por formar toda sorte de ciência, viraram meros irresponsáveis e provedores de saber maléfico à comunidade. Se o professor tivesse tanta capacidade de influir sobre a vida das pessoas não teríamos tanto analfabetismo funcional, evasão escolar e todos possuiriam um diploma universitário, sonho de todos os mestres no Brasil e mundo afora.

Nem os médicos, outrora respeitados escapam da fúria e da insanidade. Há entre eles os que também negam a ciência e a evolução de remédios, terapias, vacinas e o zelo pela vida do outro.

A cultura ao invés de ser o ponto de partida para reflexão, entretenimento e denúncia virou palco de uma guerra ideológica, onde o que é permitido é só querer e o achar de alguns. Só o meu gosto é válido se uma música, peça de teatro, filme, ação política ou jurídica ou outras formas de representação são boas ou ruins.

A religião é imposta e usada como joguete político, desconsiderando até mesmo a imperfeição dos líderes religiosos todos dias expostos a toda forma de crimes. Impor Deus nunca foi a vontade de Jesus. Jesus usava parábolas como reflexão. Não usava palavras impositivas ou de ódio. Tantos países e povos não professam a fé cristã e nem por isso são sociedades melhores ou piores que a gente.

Convido você a refletir sobre esses temas e de que maneira você tem agido no sentido de desconstruir todos os avanços sociais, que a duras penas alcançamos?

Será que é preciso guerras reais e nas redes sociais, fome, preconceitos, racismo, etnocentrismo e vulgares maneiras de comportamentos para continuar travar a evolução humana?

Fazer a história depende de cada um de nós. Não precisamos ser iguais e nem pensarmos iguais. Precisamos agir de modo semelhante ao colocar nossos pontos de vista sem perdemos o respeito pela construção de nosso progresso como sociedade.

E quanto a política, Kant já dizia que ela visa ao bem-estar de todos, mas a ação deve ter sempre como ponto de partida a prudência resguardada pelo direito.”

*João Antônio Parra é empresário e estudioso da política

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1 comentário

  • antonio gonçalves filho

    De fato, parte da humanidade enlouqueceu – e, assim como todo louco, julga-se em perfeito juízo!

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