PARANÁ TOSTADO
E o governador Ratinho Junior não só tentou aplicar uma gravata no bolsonarismo mas levou de troco um mata-leão. Na reunião com o senador Rogério Marinho (PL do RN), coordenador geral da campanha de Flavio Bolsonaro, foi proposto a ele uma saída honrosa.
Foi após a teleconferência com o filho de Jair Messias – que estava no Chile e disse aos presentes na sede do PL em Brasília para tratar com Marinho sobre tudo e que estivesse acordado valeria para ele.
Rogério Marinho agradeceu a presença do governador, parabenizou-o pela pontuação na pesquisa eleitoral com seus 7% de intenção espontânea de votos, a gestão muito boa do governo estadual, e propôs que ele se apresentasse como candidato a vice presidente pelo PSD de Flavio Bolsonaro, e que se não pudesse sê-lo, seria pactuado que ocuparia uma vaga de ministro do próximo governo ou diretor geral da Itaipu Binacional. Marinho disse que eles se entenderiam com o PSD e com Gilberto Kassab, tranquilizando o governador nascido em Jandaia do Sul.
NÃO ACEITOU
Ratinho Junior disse que teria um sonho de ser candidato a presidente e que se não conseguisse viabilizar-se no primeiro turno, seria o primeiro a anunciar apoio a Flavio Bolsonaro no segundo turno ainda no término da contagem dos votos pelo TSE.
CENA SE REPETE
Em tempos outros o ex-governador Bento Munhoz da Rocha ficou esperando a sua candidatura a vice-presidente da República ser anunciada com pompas e circunstâncias, já que renunciou ao mandato, e aguardava deitado em hotel carioca que o colocassem na chapa com Juarez Távora pelo pequeno partido PR. Daí que sucumbiu em 13 de abril de 1955 e ficou sem nada e foi apenas deputado federal depois eleito com 17 mil votos e muito abaixo do cunhado Nei Braga, que havia apoiado antes. Ratinho Junior repete 71 anos depois o mesmo erro de Munhoz da Rocha, que sumiu da política e foi substituído sem muita pompa e nem circunstância.
AGENCIADOR?
E o estilo negociante dos Massa agora é demonstrado com a oferta a Flavio Bolsonaro de seu marqueteiro de estimação o argentino Jorge Gerez e sua Lua Propaganda (aquele que filma águia em picos nevados que inexistem no Paraná e usa na campanha publicitária derrotada’ de fim de governo no espaço comercial do Fantástico no último domingo). Deve ser difícil ter foco na gestão com Ratinho Junior – não sabe se vai para a Disney de Orlando ou Califórnia, Suiça, Goioerê, Cambira ou Marmeleiro. Não sabe se é carcará ou bem-te-vi, águia ou harpia, capivara ou lobo guará.
PARANÁ EM CHAMAS
E de novo – Rafael Greca deixa o PSD e vai para o MDB, Alexandre Curi abandona o PSD e vai para o Republicano (nada de novo com o neto do falecido Anibal que muda de partido como de cueca), Guto Silva sai do PSD vai para o PP, volta ao PSD e fica sem eira nem beira. Sergio Moro entra no Podemos, sai para União Brasil, pula para o PL e agora tira o Deltan Dallagnol do Novo após deixá-lo no Podemos. A quantidade de traições é tamanha que não há enredo de Shakespeare para descobrir quem de fato traiu o Rei da Dinamarca.















2 comentários
Incrédulo
Se o PT anda na PML é porque Thiago &Cia consentem, Thiago sabe que é no governo federal que aceita projetos e libera dinheiro.
Thiago apoiou o cavalo paraguaio Ratinho que refugou na largada eleitoral.
PT com Tiago
A renovação de Tiago Amaral trouxe um rosto bem conhecido para a linha de frente.
Enquanto Filipe Barros se mantém discreto, o ex deputado do PT, André Vargas assume o papel de protagonista extraoficial.
Ele circula com uma intimidade impressionante entre a Saúde de Vivian El Reda, a COHAB de Luciano do Godoy e o Meio Ambiente de Gilmar Domingues. Vargas não apenas aparece, ele se impõe na rotina dos secretários.
É uma onipresença que levanta sinais de alerta sobre quem realmente está dando as cartas nesta gestão.
Filipe que apoiou e ao trazer Bolsonaro venceu a eleição pro Amaral.
Mas, o PT quem manda.
Tem até cargo de diretor na Cohab.