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Cláudio Osti

PF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master

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A Polícia Federal (PF) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli (foto) como relator do inquérito que trata das investigações sobre fraudes no Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central.PF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco MasterPF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master

O pedido foi feito, na última segunda-feira (9), após a PF informar a Fachin que encontrou uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que é investigado no inquérito e teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. A menção está em segredo de Justiça.

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Após ser informado do caso, Fachin abriu um processo interno e determinou a notificação de Toffoli para apresentar defesa. Caberá ao presidente do STF decidir se Toffoli continuará como relator da investigação do Master.

No mês passado, Toffoli passou a ser criticado por permanecer na condição de relator do caso após matérias jornalísticas informarem que a Polícia Federal encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que era de propriedade de familiares do ministro.

Defesa

Em nota à imprensa, o gabinete de Toffoli diz que a PF não pode solicitar sua suspeição e que o pedido trata de “ilações”.

“O gabinete do ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo ministro ao presidente da Corte”, declarou.

Investigação

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

Da Agência Brasil

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2 comentários

  • Jordão Bruno

    O Centrão, a direita e a extrema direita devem estar sonhando com a Polícia Federal dos tempos da ditadura militar. Naqueles anos, a roubalheira campeava enquanto a PF corria atrás dos estudantes “subversivos”, dos operários que convocavam greves, dos políticos que defendiam a democracia e de todos que não aguentavam mais o atraso do país governado por generais. Se Bolsonaro tentou conter a PF por causa dos filhos, a direita e a extrema direita vai lutar bravamente nas próximas eleições para botar um freio definitivo na PF. Está nas mãos do eleitor calar a PF, elegendo um direitista ou manter a autonomia constitucional da PF com Lula e sua frente democrática e popular.

  • Que falta faz o Teori Zawascki.
    Que falta faz o Joaquim, primeiro afrodescendente no STF.

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