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Editor:
Cláudio Osti

Renovação e inovação se medem pelas ideias e não pela idade, diz Álvaro Dias

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“Já dizia o ex-deputado Ulisses Guimarães, ícone da redemocratização, se você acha que essa legislatura está ruim, espere a próxima”, relembra o ex-senador Álvaro Dias.

Nesta entrevista bem humorada, ele diz porque decidiu deixar a tranquilidade familiar para retornar ao mundo político que tem suas alegrias mas também muito desgaste e crueldades.

Na avaliação dele, a política, nos últimos anos, mergulhou na mediocridade”; também diz que defende renovação, mas com qualidade. “Muita gente de cabelos brancos é mais inovadora do que muitos jovens . Inovação não se mede pela idade e sim pelas ideias”,

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  • Prezado Ex-Senador Álvaro Dias,

    Assisti à sua recente entrevista com grande atenção. Sua ponderação de que “Muita gente de cabelos brancos é mais inovadora do que muitos jovens. Inovação não se mede pela idade e sim pelas ideias” é, sem dúvida, profundamente pertinente e necessária nos dias de hoje. No entanto, e com toda a sinceridade que a situação permite, confesso que não consegui vislumbrar, na sua fala, a manifestação dessas ideias inovadoras que tanto defende.

    Percebo que sua narrativa se ancorou, predominantemente, nas honrosas realizações de sua gestão como Governador e na longa trajetória no Senado. Contudo, em três mandatos consecutivos naquela Casa, sua atuação, embora presente, não alcançou a projeção de liderança ou a presidência, o que sugere um período de menor protagonismo na formulação de grandes agendas nacionais.

    Sua incursão na corrida presidencial, olhada em retrospecto, pareceu ter sido, de fato, tardia. Revelou um certo descompasso com as urgências e as novas dinâmicas do país, que talvez pudesse ter sido evitado caso a ousadia de uma candidatura tivesse surgido em um momento anterior, quem sabe logo após sua notável gestão no Governo do Paraná, em 1991.

    Seus méritos como Governador são inegáveis e fazem parte da história do nosso estado. Todavia, os desafios contemporâneos, Senador, exigem uma capacidade de adaptação e uma compreensão das complexidades sociais muito maiores. Requerem uma conexão cada vez mais aprofundada entre o político e as reais necessidades e aspirações da população, para além das conquistas passadas.

    Nesse sentido, minha sugestão sincera é que o Senhor contemple um novo caminho para continuar a influenciar positivamente a vida pública. Por que não considerar a criação de uma Fundação ou Instituição dedicada a inspirar as novas gerações, promovendo a compreensão da democracia, o ensinamento da cidadania e a transmissão do vasto conhecimento que acumulou ao longo de sua trajetória?

    Essa seria uma forma de se manter ativo na política, mas em um campo não partidário, dedicado a uma causa humanitária, social e democrática, abrindo portas e horizontes para os jovens líderes que o Paraná e o Brasil tanto precisam.
    Pense em como diversos estadistas nos EUA, após uma longa e distinta carreira, escolhem esse caminho para legar sua sabedoria e rede de contatos.

    Pense nisso, Senador. Combine o carinho e o cuidado com sua família e netos com este propósito maior: usar seu legado para formar uma nova e promissora geração para o nosso estado e para o Brasil.

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