Investigações sobre emendas parlamentares apontam para o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB) como alvo central, mesmo com os holofotes iniciais direcionados ao ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (MG). São umbilicalmente ligados. A investigação indica que nenhuma das manobras atribuídas a Cunha – que não tem mandato – teria sido viável sem ordem da presidência da Câmara. Esse “aval” apontado pela Polícia Federal é o que liga o passado de Cunha ao presente de Motta.
Pupilo fiel
Motta foi pupilo e soldado fiel de Cunha e integrou sua “tropa e choque” quando o ídolo foi presidente a Câmara entre 2015 e 2016.
Filho político
Hugo Motta é frequentemente descrito em Brasília como “cria” ou “filho político” de Cunha, alguém que ascendeu replicando do ex-presidente.
Queda de braço
Motta reagiu fortemente à tentativa de “criminalizar a política”, segundo definiu. E promete mobilizar líderes para contestar as decisões do STF.















3 comentários
Galo Cego
Que surpresa absoluta saber que o criador e a criatura compartilham o mesmo DNA político, não é mesmo? Quem poderia imaginar que o “filho político” e pupilo fiel de Eduardo Cunha usaria o mesmíssimo manual de instruções do mestre? É comovente ver que certas tradições de Brasília passam de geração em geração. E a reação de indignação contra a “criminalização da política” é um toque clássico de genialidade: afinal, operar emendas sob o manto da liderança da Casa não é crime, é apenas “gestão de negócios da família”, com o devido aval da presidência. Uma bela história de continuidade administrativa.
ZEZINHO PADOGEIRO
PARABÉNS, GALO CEGO, VC ENXERGA LONGE!
Zezinho da Silva
Nossa! Então o alvo do STF é o presidente da Câmara, o cara responsável pela liberação dessas emendas? Caramba! Como o velho porta-voz do Fernando Colllor foi tão perspicaz…