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Cláudio Osti

Bomba ou traque? Japonês da Econorte fecha acordo de delação premiada

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do Contraponto/Celso Nascimento

Sabe-se lá o que o ex-presidente da Econorte contou à Polícia Federal, mas certamente já foi o suficiente para receber o primeiro prêmio da delação que prestou às autoridades: na semana que vem o engenheiro Hélio Ogama deixará a cela que ocupava na sede da PF desde fevereiro.

Há seis meses ele e o diretor-geral do DER nos governos de Beto Richa, Nelson Leal Jr., foram presos na Operação Integração, 48.ª fase da Lava Jato, sob suspeita de que atuavam para elevar exorbitantemente as tarifas de pedágio na rodovia BR-369, trecho do Norte do Paraná, administrada pela concessionária Econorte.

Nas investigações da Lava Jato, foi detectado o uso de estruturas de lavagem de dinheiro para operacionalizar recursos ilícitos pagos a agentes públicos, principalmente por meio dos operadores financeiros Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran (ambos investigados na operação).

Uma das concessionárias, a paranaense Triunfo Engenharia, usou os serviços de Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran para operacionalizar, ocultar e dissimular valores oriundos de atos de corrupção. Dentre os serviços prestados por estes operadores está a viabilização do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos do DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, DER/PR – Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná e Casa Civil do Governo do Estado do Paraná.

O ex-diretor do DER, Nelson Leal Jr., amigo e assessor de Beto Richa desde o início dos anos 2000, quando foi diretor na secretaria municipal de Obras de Curitiba, foi solto há dois meses depois de, também ele, ter se socorrido de delação premiada.

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1 comentário

  • Cadê o MP

    Vai rntregar de Jaime Lerner, Roberto Requião, Orlando Pessuti e Beto Rica?
    A trupe feliz do pedágio?

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