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OAS transferiu 125 milhões para 21 políticos de vários partidos

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Do Reinaldo Azevedo

Uma das maiores empreiteiras do país, com contratos bilionários no Brasil e no exterior, a OAS distribuiu entre 2010 e 2014 cerca de R$ 125 milhões em propinas e repasses de caixa dois a pelo menos 21 políticos de oito partidos. A revelação foi feita por oito ex-funcionários que atuavam na “Controladoria de Projetos Estruturados”, o departamento clandestino da empreiteira, em delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado e que era mantida até agora em sigilo.

Entre os acusados de receber propina estão o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), além do ex-governador Fernando Pimentel (PT-MG), do ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) e do ex-ministro Edison Lobão (MDB-MA). Vários outros teriam recebido caixa dois, entre eles o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o senador José Serra (PSDB-SP), o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral (leia mais)

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  • Para essa vasta fauna política (Desta vez até tucanos entraram na lista. Ufa! Até que enfim…) a nomeação do ex-juiz Moro para o ministério da Justiça caiu como um par de luvas. Graças a Bolsonaro, temos o papa da justiça brasileira para defender essa turma já que para ele caixa 2 não é corrupção. Quem sabe teremos em breve uma fila de políticos no ministério da Justiça para pedir – e receber – perdão por terem cometido o pequeno deslize de usarem caixa 2 em suas campanhas eleitorais.

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