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quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Pulsão de Morte Coletiva

Por Cláudio Osti
Pulsão de Morte Coletiva

Por Celso Zamoner

O quadro que se delineia no certame eleitoral em curso, nos impele a perpetrar uma ousadia ensaística, conjugando o conceito psicanalítico da pulsão de morte com a construção junguiana do inconsciente coletivo.
Com efeito, nada poderia enquadrar com maior precisão o cenário político-eleitoral, do que a expressão “pulsão de morte coletiva”.
Deveras, determinado candidato explicitamente preconiza e inspira em suas manifestações, comportamentos e tendências autodestrutivas sociais, desde a aberta simpatia pela difusão armamentista, menosprezo pelas boas práticas ambientais, discriminação de minorias, exacerbação de valores patriarcais, intolerância religiosa e até mesmo a importação de censuráveis agendas estadunidenses.
Pois bem, como explicar dentro de parâmetros racionais, que as próprias vítimas estão entronizando seus algozes no poder? Indubitavelmente, trata-se de um fenômeno psíquico com replicação fractal, em que a massa de eleitores é seduzida por um discurso de desagregação social, destruição de valores democráticos e civilizatórios e até mesmo a aniquilação corpórea.
Esclareça-se que não se debate neste circunscrito espaço, predileções partidárias ou ideológicas, tratando-se, isto sim, de um despretensioso recorte do período eleitoral, sob o foco eminentemente psíquico, lembrando que o ser humano, em realidade, é o ator ou o figurante dos fenômenos e eventos coletivos.

*Celso Zamoner é Psicanalista

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
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2 comentários

  • Jordão Bruno

    O Brasil já foi vítima dessa pulsão coletiva de morte em 1964. Naquela ano maldito, se espalharam pelo país, promovidas por melhores católicas, as conhecidas Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Agora são evangélicos fundamentalistas que vêm reforçar a aliança bolsonarista, trumpista e sionista para conquistar o país e impedir o seu progresso e sua soberania. Essa força reacionária conquistou o parlamento, tem chances de conquistar o Poder Executivo e já anunciam que vão ocupar o STF. Assim vão repetir Trump aqui no Brasil e libertar os golpistas que tentaram explodir o aeroporto de Brasília, atacaram a seda da PF em Brasília, planejaram o assassinato de altas autoridades do país, destruíram prédios públicos em Brasília e tentaram destruir o Estado Democrático de Direito.

  • Jorge Luiz

    Em recente reunião sobre segurança em Londrina, um detalhe chamou a atenção de um dos participantes. O Coronel Villa, que recebeu pouco menos de 5 mil votos na cidade para deputado, parece não comparecer a nenhuma reunião sem a inseparável companhia da esposa.

    Ela era a única mulher presente e não atua na área relacionada ao tema do encontro.

    Diante disso, fica a pergunta, com toda a ironia que a situação merece, quem manda, afinal?

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