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Cláudio Osti

Ex-reitores da UEL defendem as universidades para a soberania do Brasil

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Carta manifesta preocupação acerca do debate das eleições presidenciais e é assinada por dez professores, desde Jorge Bounassar Filho (1986/1990) à professora Marta Gimenez Favaro (2022/2026)

“Defender as universidades públicas gratuitas e investir continuamente na produção do conhecimento significa não apenas valorizar a educação, a cultura e a ciência, mas também reconhecer que não há desenvolvimento sustentável, democracia sólida ou verdadeira soberania nacional sem capacidade científica e tecnológica própria.” Desta forma, 10 ex-reitoras e ex-reitores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) assinam uma carta em que manifestam preocupação com o futuro do país, a partir do resultado das eleições do segundo turno, no próximo domingo. Assinam o documento Jorge Bounassar Filho, Carlos Thomson, Pedro Alejandro Gordan, Lygia Lumina Pupatto 2002, Eduardo Di Mauro, César Antonio Caggiano dos Santos, Nádina Aparecida Moreno, Berenice Quinzani Jordão, Sérgio Carlos de Carvalho e Marta Gimenez Favaro.

“O governo Lula tem adotado medidas voltadas ao fortalecimento da pesquisa científica e tecnológica. Entre elas, destacam-se a ampliação dos recursos destinados ao financiamento de projetos e o reajuste, em 2023, de 40% nos valores das bolsas de mestrado e doutorado da CAPES e do CNPq, que permaneciam congelados desde 2013”, destaca um trecho da carta. “Também foram ampliados investimentos e lançados editais voltados ao desenvolvimento tecnológico e à inovação, com atenção especial a áreas estratégicas, como minerais críticos e terras raras, relevantes para a transição energética e a soberania tecnológica.”

O documento afirma que, embora, as propostas de Flavio Bolsonaro abordam a aproximação entre universidades e empresas, é preciso esclarecer como seriam garantidos o financiamento da pesquisa básica, a autonomia universitária e a valorização dos pesquisadores. “Essa preocupação também se relaciona ao histórico do governo Jair Bolsonaro, período marcado por restrições orçamentárias à ciência e às universidades federais, pela ausência de reajustes gerais dos vencimentos básicos dos docentes federais e pela manutenção, durante os quatro anos de mandato, dos valores das bolsas de mestrado e doutorado da CAPES e do CNPq.”

Para as 10 professoras e professores que chegaram à Reitoria da UEL o debate sobre os programas eleitorais exige responsabilidade. “Por essas razões, entendemos que o debate presidencial precisa contemplar, de maneira clara e responsável, propostas para o financiamento das universidades públicas, a formação de pesquisadores, a valorização dos profissionais da educação e o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”, subscrevem as ex-reitoras e ex-reitores. O documento segue anexado.

A importância das universidades públicas
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