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Cláudio Osti

Organizações sociais criticam derrubada de veto ao PL da Dosimetria

4 comentários

Da Agência Brasil

Organizações da sociedade civil manifestaram repúdio à derrubada de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado ligados ao 8 de janeiro de 2023. O veto foi derrubado nesta quinta-feira (30) pelo Congresso Nacional. Organizações sociais criticam derrubada de veto ao PL da DosimetriaOrganizações sociais criticam derrubada de veto ao PL da Dosimetria

Para as entidades, a medida representa um “grave e histórico retrocesso institucional”, naturaliza a violência e é um risco de impunidade em caso de repetição de ataques golpistas no futuro.

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A nota da coalizão Pacto pela Democracia é assinada por mais de 20 organizações, aponta que a derrubada do veto pode ser vista como uma forma de relativizar ataques frontais ao regime democrático e substituir a soberania popular por projetos autoritários.

Segundo a nota, a derrubada fragiliza “o caminho que vinha sendo construído para a devida responsabilização daqueles que atentaram contra a ordem constitucional democrática no país, no contexto da tentativa de golpe de Estado após as últimas eleições presidenciais.”

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O texto, assinado por organizações como o Instituto Vladimir Herzog, Instituto Marielle Franco e a Transparência Eleitoral Brasil, destaca ainda que a medida não promove pacificação e que setores do parlamento que votaram pela derrubada do veto abdicam do papel de guardiões constitucionais, nem atuam no sentido de  “corrigir excessos”.

“Na prática, trata-se de um movimento que, além de não contar com respaldo popular nem sólido fundamento constitucional, reabre espaço para a naturalização da violência política contra a democracia e enfraquece a construção da memória coletiva sobre um dos episódios mais graves da história republicana recente”, diz o documento.

As organizações alertam ainda que reduzir a gravidade desses fatos por meio da revisão de penas significa reescrever a história em favor da impunidade. O documento diz que o debate sobre a flexibilização de penas exige cautela e reflexão responsáveis, principalmente por seus possíveis efeitos em outros âmbitos do sistema penal.

“No 8 de janeiro, o povo brasileiro assistiu, atônito, ao vandalismo e ao ódio dirigidos às sedes dos Três Poderes por aqueles que buscavam desacreditar o resultado das eleições e substituir a soberania popular por um projeto autoritário; a perplexidade coletiva não foi apenas reação à violência, mas o reconhecimento imediato de um ataque frontal ao regime democrático”, diz a nota.

“Ficou evidente que não se tratava de mero vandalismo, mas da expressão organizada de uma trama que visava deslegitimar o processo eleitoral e instaurar, pela força e pelo caos, uma ruptura institucional”, diz o documento.

O texto afirma ainda que a derrubada do veto ao PL abre brechas concretas para a repetição desses ataques no futuro.

“A democracia não se sustenta apenas por eleições periódicas, mas pela capacidade de reconhecer seus traumas, responsabilizar seus agressores e impedir que a violência golpista seja incorporada à normalidade institucional. A derrubada deste veto caminha no sentido da normalização da violência”, diz a nota.

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4 comentários

  • Organizações sociais são basicamente franquias do PSOL.

  • VANEJA posou pra foto com a chefe de gabinete em Curitiba
    A salmão
    A tesoureira dona do cofre
    VANEJA é funcionário do Japa ou de quem?
    VANEJA diz por curitiba que derrubou o escudero.
    Na rádio pião diz que ele foi alocado as pressas no japa

    https://www.metropoles.com/brasil/salario-de-assessor-que-usou-cota-em-uber-a-casa-de-strip-e-r-22-mil
    Quem estava junto não saiu na reportagem!?!?!?!?!?

  • “Organizações sociais” — uma pseudonomenclatura conveniente sob a qual se escondem MST e MTST. Uma turba que, claro, não invade, não depreda e jamais lança mão de violência física… tudo mera impressão coletiva, ao que parece.
    Já os baderneiros do 8 de janeiro foram corretamente enquadrados pela lei — até aqui, nada a objetar. O problema começa quando a justiça resolve trocar o Código Penal pelo martelo medieval e aplicar penas francamente draconianas.
    Quanto ao tão propalado respaldo popular, vale um lembrete incômodo: segundo as últimas pesquisas, mais de 54% da população não engole a cantilena da “tentativa de golpe de Estado”.
    O governo do Molusco, visivelmente em seu ocaso, caminha a passos firmes para ser defenestrado do Palácio do Planalto — o que, convenhamos, pode acabar sendo um raro serviço prestado à já combalida democracia tupiniquim.

  • Machado Silva

    Quais deputados de Londrina e região votaram a favor da derrubada do veto? Aposto que poucos sabem. Esse é problema. Deputados e senadores votam contra os interesses do povo, mas eles continuam vivendo na impunidade eleitoral. Votam a favor da PEC da Impunidade e nas eleições seguintes frequentam contritos até púlpitos de igrejas evangélicas ou são recebidos com deferência especial por jornalistas de araque.

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