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Uma ajuda histórica contra a retórica

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Uma ajuda histórica contra a retórica

Por Cecília França

Acredito que uma das maiores contribuições do jornalismo à sociedade seja refrescar a memória dos cidadãos e cidadãs, consumidos pelo excesso diário de notícias e não-noticias. Assistindo ao vídeo da coletiva pós lançamento da pré-candidatura de Sérgio Moro (PL) ao governo do Paraná aproveito para relembrar alguns fatos.

Moro declarou que ele e Flávio estão “juntos contra o partido mais corrupto do Brasil”, e citou Mensalão e Petrolão como exemplos dessa corrupção. Uma retórica que – imaginei – já tivesse sido enterrada pelos fatos.

Moro é filiado ao PL (Partido Liberal), presidido por Valdemar da Costa Neto, um dos condenados pelo Mensalão. Costa assumiu ter recebido, dentro do esquema, R$ 6,5 milhões.

PL, PT e PP estiveram no centro do escândalo. Quem é o presidente do PP? Ciro Nogueira, apontado por Flávio como o “vice dos sonhos”. O mesmo Ciro que, agora se sabe, recebia mesada de Daniel Vorcaro. O mesmo Vorcaro que doou mais de R$ 61 milhões supostamente para o filme sobre Jair Bolsonaro; a quem Flávio chama de “irmão” em mensagens divulgadas.

Na Lava Jato, pesquisa da USP mostra envolvimento proporcional entre os partidos, com leve liderança do MDB (PMDB à época), seguido por PT, PSDB e PP. São dados de pesquisa, registrados na matéria da BBC intitulada “Lava Jato atingiu partidos de forma proporcional, mas PT foi foco de Moro, aponta estudo” (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62990375.amp)
Isso é o que a história registra.

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