Claudio Tedeschi
No início do mandato, o prefeito fez uma série de reuniões com líderes da sociedade civil para demonstrar sua preocupação com as contas e buscar soluções para controlar o déficit do Município.
Foram encontros muito produtivos. Os líderes apontaram várias alternativas de corte de gastos, especialmente em relação às despesas com o funcionalismo. Sugerimos, por exemplo, o congelamento dos salários dos servidores até a conquista do equilíbrio fiscal.
Sustentamos a ideia de que o setor produtivo não aceita mais pagar pelos privilégios e bancar a ineficiência da máquina pública e que o aumento de impostos enfraquece o dinamismo econômico, transferindo recursos dos que geram empregos (e novas oportunidades de renda) para a burocracia oficial. Todavia, o poder do corporativismo prevaleceu e os salários dos servidores foram reajustados.
Até quando vamos suportar isso? A derrocada das contas públicas tem consequências dramáticas e a mais cruel delas é uma economia paralisada, com o encolhimento do mercado de trabalho. Enquanto o funcionalismo se garante com as proteções oferecidas pela regra da estabilidade e pela força política das corporações, outros 14 milhões de trabalhadores brasileiros que militam na iniciativa privada perambulam pelo país em busca de uma ocupação.
A chegada esta semana nas casas e nas empresas do carnê do IPTU confirma nossas previsões.
Os londrinenses estão assustados com a forma usada pelo governo municipal para equilibrar seu caixa, com uma elevação absurda do valor da tributação em relação ao ano passado, uma alta que seguirá se repetindo nos próximos anos fiscais.
As empresas, em especial, vivem um grande dilema, com sua capacidade contributiva esgotada, restando apenas a desgastante via judicial como saída.
Gostaria de reiterar aqui o engajamento das seguintes entidades em relação a este tema: Sociedade Rural do Paraná; Sinduscon; Sindimetal; Fiep Londrina; OAB; Clube de Engenharia e Arquitetura; Associação Médica; Conselho de Condomínios da Gleba Palhano; Secovi e Sincil.
Este representativo grupo, inclusive, protocolou no dia 15 de setembro na Prefeitura e na Câmara Municipal uma contraproposta ao texto do Executivo.
Ficamos desapontados em saber que os dispositivos que suavizavam a tributação foram ignorados pelos legisladores, que fizeram prevalecer a vontade do prefeito.
Como exemplo, apenas em 2018, a proposta das entidades impediria o afluxo de cerca de R$ 50 milhões da sociedade para o poder público. Infelizmente, perdemos esta batalha.
Não podemos mais aceitar que cada crise financeira de um Estado perdulário nos imponha ainda mais sacrifícios.
Em suma, queremos um poder público que sirva à população e não o contrário.
Sem mais,
Claudio Tedeschi
Presidente da ACIL















7 comentários
Hora da verdade
Ana, não é bem esse salaminho que vc citou. Os salários são bons. Mas acontece que continua o Carnaval das nomeações de aspones. Com altos salários. É o famoso toma lá da cá, que provavelmente foi a moeda para aprovação deste novo IPTU.
Lalu
ACIL representa o dinheiro, os ricos, aqueles que não gostam de pagar. O pobre paga direitinho. Rico financia BNDES, BB, CEF ,outros e não paga. Uma vergonha do senhor Paulo Briguet por apoiar isso.
Ricardo
UM mané. ACIL pelega como sempre.
VERDADE
os servidores foram usados pelos servidores malandros para toda esta esbornia, servidor tem direitos sim….o que não pode fazer e servidor que ja deveria ter se aposentado usar suas prerrogativas para vender ao prefeito imbecil, e seus aspones de primeira linha toda esta historia, servidores vcs foram usados por quem esta no comando….fiquem atentos que a corda estoura sempre do lado mais fraco.Mas a policia publica ja esta de olho e adiantada investigação sobre o fato.
Ana
Sem dúvida é um absurdo o que está acontecendo com a cidade de Londrina. Não devemos aceitar!!
Agora, QUE NOJO dessa declaração do “presidente” da ACIL, que tenta jogar as munícipes contra os servidores públicos municipais. Reajuste inflacionário é direito trabalhista dos servidores. É garantido por lei! Não há discricionariedade! Todos os trabalhadores, seja da iniciativa privada ou pública, POR LEI, devem ter seus vencimentos reajustados (não é aumento, é reajuste inflacionário, pra que o trabalhador possa continuar comprando a comida, os remédios, pagando a conta de energia, de água, o aluguel, etc.) Não obstante a isso, o servidor público municipal, que em sua maioria ganha menos de 2 salários mínimos, apenas teve concedido o reajuste inflacionário no mês de outubro de 2017, apesar de o mês correto ser fevereiro de 2017. Diferenças retroativas??? O servidor não sabe o que é isso! Enquanto os trabalhadores da iniciativa privada mantiveram seu poder de compra no ano de 2017 com os devidos reajustes de seus salários (porque o trabalhador da iniciativa privada tem direito a comer, morar e existir, mas o da iniciativa pública não!), o servidor público municipal amargou 8 meses na espera pelo reajuste dos seus salários (repito: sem um sequer centavo de retroativo. Ah! Mas vai fazer isso em uma empresa privada pra ver só…).
A Prefeitura aumentou o IPTU por conta da folha de pagamento dos servidores…ah, é sim. Uhum…Será que alguém tá levando alguma nessa pra dar uma declaração tão repugnante assim? Tá querendo o que? Livrar a cara do amigo e jogar a culpa nos servidores? NOJO! RIDÍCULO! REPUGNANTE!
VERDADE
Claudio não tem argumento com Marcelo, pois o mesmo mostrou uma burrice cavalar…..como um ser deste conseguiu se formar em direito e medicina em curso presencial, o cara foi na onde de seus aspones preferidos, Canhada, Ubiratam , Cortes, e Edson Dias, que emprenharam o prefeito pelo ouvido, conseguiram fazer um conchavo vergonhoso com vereadores e deu no que deu, So não consigo imaginar nossa cidade na mão de um debiloide deste porte, assessorado por gente que nunca tocou um buteco, por isto dizemos Londrina com esta gente sempre ira andar para traz.Podem ficar com os salarios de cargos de comissão deste que estes parasitas improdutivos não compliquem a vida de pessoas honestas que vivem por aqui.Para os vereadores iremos criar um capitulo a parte.
Décio Paulino
Um ####### ferra a gente com um IPTU do cão! Outro ####### não faz correção no imposto de renda pra gente se ferrar em nível federal também. Só tem #########s governando esse país?