Por Antonio Santiago
Sou parlamentarista.
Sempre fui.
Tanto é que votei e fiz campanha para o parlamentarismo no plebiscito de 1993, no século e milênio passados. Venceu o presidencialismo que não teve a coragem nem a vontade de fazer uma reforma política e o resultado está aí.
Um Executivo refém do Legislativo que é quem manda de fato no país. Tudo tem que passar pelo Congresso, que cada vez mais venal e fisiológico, chantageia o presidente seja ele quem for.
Um Congresso sério, enquadraria qualquer presidente. Já um presidente por mais sério que seja, jamais fará nada governando com um Congresso desqualificado de ética.
Ou seja, esse sistema perverso faz com que vivamos um parlamentarismo às avessas. Os deputados e senadores são quem realmente mandam na “bagaça”, e o ônus das cagadas recaem todas sobre o executivo. Se for um fraco e atrasado como o atual, então a vaca vai para o brejo com sineta e tudo. E para complicar, tem ainda o judiciário que se politizou, entrou na brincadeira, gostou e quer ficar.














2 comentários
Dick
Pelo menos a maioria quase total dos deputados votou contra a tentativa do governo Bolsonaro de acabar com a Lei da Transparência. Até reles comissionados, conforme a vontade dos palácios Alvorada, Planalto e até Jaburu, poderiam carimbar documentos com um “ultra secreto” que impediria que nós, antes de 25 anos ou mais, soubéssemos o conteúdo desses documentos. Ponto para o Legislativo!!!
Satanás
Graças a deus que temos um presidente fraco e atrasado. Ou teríamos um Mussolini (ou um Hitler) mandando no país. Sai, capeta! O Nhonho (também conhecido como Botafogo ou Rodrigo Mamaia) como primeiro-ministro é o menos pior para um país que elegeu Bolsonaro & Filhos.