
A Universidade Estadual de Londrina é o resultado da fusão de faculdades isoladas que existiam no início da década de 1970.
Daí iniciou-se a construção do atual campus na Fazenda Perobal, local ermo ainda, onde os universitários tomavam banho de poeira vermelha ou o barro que aderia mais que Super Bonder.
Tempos de pioneirismo e nas faculdades isoladas surgiram lideranças políticas de oposição ao Regime Militar imposto em 1964, resultando na criação da lendária oposição política de Londrina à ARENA (Aliança Renovadora Nacional), com estudantes e professores da época formando o MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
Surge então o vereador eleito Álvaro Dias que percorre o caminho da política partidária e vira Deputado Estadual, Deputado Federal, Senador e Governador do Paraná (que implanta em 1989 a gratuidade do ensino superior no Estado) até chegar a disputar a cadeira de Presidente da República em 2018.
Nas comemorações dos 50 anos da fundação da UEL encontramos todos os relatos, mas esqueceram dos tempos em que funcionava a central de deduragem do Serviço Nacional de Informações (SNI), através dos dedo duros e arapongas da Assessoria de Segurança Institucional (ASI) ligada diretamente às Reitorias da época de chumbo.
Todos eram fichados e dedurados para que no futuro os opositores fossem devidamente perseguidos em suas carreiras profissionais.
Uma central de espionagem que anotava tudo o que falavam em reuniões e movimentos de estudantes e professores.
Até o ex-aluno e político Álvaro Dias que disponibilizou seu arquivo pessoal para consulta.
Lá encontramos diversas anotações do DOPS Departamento de Ordem Política e Social sobre o então deputado Álvaro Dias.
Inclusive matérias e arquivos da época em que os irmãos Valdimir Belinati (deputado) e Antonio Belinati (prefeito) deixaram o MDB e passaram a integrar a Arena – partido que abrigava os políticos aliados do governo militar.
O rompimento foi tenso. Houve troca de acusações pelos jornais e até, dizem, mentiras escrachadas, as atuais fake news.
Este capítulo nebuloso e canalha da UEL militarizada envolvendo estudantes e ex-estudantes da instituição – em que todos os que discordavam do regime eram fichados pelo DOPS – ainda ninguém escreveu livro algum.
Espera-se uma Tese logo, logo.
veja abaixo os arquivos do DOPS sobre Álvaro Dias:















4 comentários
Genildo
Toda vez que uma eleição se aproxima, o INÊSpressivo Senador aparece com um golpe de marketing a fim de se manter na mídia, principalmente quando se trata da reeleição para sua vaga no Senado. Há quantos anos tais arquivos tornaram-se públicos,. do conhecimento da sociedade? Como Governador não teve acesso aos arquivos da SEESP? Querer se passar por perseguido politico, por vitima do sistema a essa altura do campeonato é tão patético quanto a atuação desse senhor no Senado.
Satanás
Quem diria que aquele deputado corajoso e vibrante contra a ditadura não acabaria nessa figura moribunda que frequenta o Senado hoje? Provavelmente aquela figura que era descrita nas fichas do DOPS não era tanto o que parecia ser. Coisa de canastrão…
Glaucia
Dizem que Raul Seixas e Jorge Ben eram dois dedos-duros. ☹️
Viviane Alcântara.
Para de poesia, já está idoso.
A vida inteira falando balelas é enrolando os londrinenses.
Como senador nada de bom pra cá.
Tenha vergonha.