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Cláudio Osti

A arrogância que segura o avanço do PT no Paraná

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Na última eleição para prefeito de Londrina, perguntei a um dos fundadores do PT na cidade e que havia se filiado ao PSOL se o seu novo partido iria se aliar ao Partido dos Trabalhadores, afinal ambos são de tendência de esquerda.

O ex-militante do PT disse que não seria possível a aliança: “Eu ajudei a fundar o partido não só em Londrina, mas em várias cidades. Mas de lá para cá a sigla, depois de ter vencido eleições importantes, passou a esnobar todo mundo. Eles tem uma estrela na bandeira e só eles querem brilhar. Não dão espaços condizentes para os aliados”, disse ele.

E a esta história está se repetindo no plano estadual agora.

No Paraná as últimas pesquisas mostram que o eleitorado está muito atento aos candidatos, mas a tendência no momento ainda é de entregar o voto a quem está mais à direita.

O PT, por exemplo, está tendo dificuldades para avançar além de seus limites de faixa de eleitores. Apesar dos esforços, o PT não parece ter conquistado outros redutos a não ser os já tradicionais – servidores, universidades, sindicatos.
Há também um certo ranço arrogante e autoritário que reveste muitos dos líderes do partido que se colocam como donos de verdade absoluta.
Seu hoje candidato ao Governo do Estado, Roberto Requião, recentemente filiado ao PT, sempre agiu com arrogância e prepotência não apenas contra adversários políticos, mas aliados, jornalistas, e quem mais passar pela sua frente que não lhe preste reverência.

Aos 80 anos de idade, continua fazendo política como se o Paraná fosse ainda o mesmo modelo dos anos 1980. Para ele, o Paraná e os paranaenses deveriam continuar sempre  a seguir apenas a sua orientação, mesmo que as práticas tenham mudado e o próprio Paraná esteja em outro momento.

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4 comentários

  • Mateus Oliveira

    No momento, o problema do PT-PR nem é tanto a arrogância (Em todos os partidos, é comum a arrogância subir à cabeça dos vencedores. Imagine alguém tratar Álvaro Dias e Moro como cidadãos comuns…), é a inação. Quando eram poucos, o PT fazia barulho; agora que são muitos, quase nem sussurros emitem. Quem é do PT não pode fugir à dupla jornada. É trabalho pra sobreviver, é militância pra derrotar os neofascistas. Uma ditadura militar está ali escondida, no fim do quarteirão.

  • Normalmente, o Paraná estaria vacinado contra o câncer petista, relegado a conseguir esparsos cargos no legislativo com os votos de servidores mamateiros, sindicalistas pelegos e universitários doutrinados pelos professores (que são servidores mamateiros e sindicalistas pelegos ao mesmo tempo).

    Porém, estamos em uma grave crise com uma inflação que é inédita para muita gente. O povo quer a volta da bonança dos anos Lula, e não compreende que foi essa bonança que alimentou o monstro que viria a se tornar a crise de 2014~2015, e que as condições que permitiram essa bonança (FHC entregando um caixa enxuto e boom das commodities) não existem mais. Isso dará forças para que o PT rompa suas tradicionais bolhas de votos. Lula está praticamente eleito, e Requião, por mais chucro e execrável que seja, poderá pegar carona com o mafioso e terá chances reais de ganhar.

    • O cidadão odeia o PT e xinga petista mas admite que Lula “está praticamente eleito” e que Requião “poderá pegar carona” com o petista e “terá chances reais de ganhar”. Quá! Quá! Quá!

      • Sei que ser realista não é exatamente um mérito entre vocês petistas, mas infelizmente eu não consigo me fechar no mundo mágico da imaginação em que o Lula é o bastião da moralidade e gestor prodígio.

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