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Cláudio Osti

TSE começa a julgar três ações contra Bolsonaro

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a julgar, nesta terça-feira (10), três ações nas quais o ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado de abuso de poder político durante a campanha eleitoral do ano passado.TSE começa a julgar três ações contra BolsonaroTSE começa a julgar três ações contra Bolsonaro

Em caso de condenação, Bolsonaro pode ficar inelegível pela segunda vez. A inelegibilidade também pode alcançar o general Braga Netto, que disputou o cargo de vice-presidente na chapa de Bolsonaro, que tentava a reeleição.

Em junho, o ex-presidente foi condenado pela corte eleitoral à inelegibilidade por oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, por causa de uma reunião realizada com embaixadores, em julho do ano passado, no Palácio da Alvorada, onde ele atacour o sistema eletrônico de votação. Braga Neto foi absolvido no julgamento por não ter participado do encontro.

Novas ações

Nas ações que vão hoje a julgamento, Bolsonaro é acusado de usar a estrutura da Presidência da República para promover sua candidatura à reeleição.

No primeiro processo, o PDT alega que o então presidente fez uma transmissão ao vivo pelas redes sociais (live) no dia 21 de setembro de 2022, dentro da biblioteca do Palácio da Alvorada, para apresentar propostas eleitorais e pedir votos a candidatos apoiados por ele.

O segundo processo trata de outra transmissão realizada em 18 de agosto do ano passado. Segundo o PDT, Bolsonaro pediu votos para sua candidatura e para aliados políticos que também disputavam as eleições, chegando a mostrar os “santinhos” das campanhas.

Na terceira ação, as coligações do PT e do PSOL questionaram a realização de uma reunião de Bolsonaro com governadores e cantores sertanejos, entre os dias 3 e 6 de outubro, para anunciar apoio político para a disputa do segundo turno.

Defesa

Na defesa prévia enviada ao TSE, os advogados de Bolsonaro e Braga Netto afirmaram que não houve abuso de poder e que as transmissões não “ensejaram ganho competitivo”, por não terem sido veiculados símbolos oficiais, como o brasão da República.  A defesa também declarou que a campanha usou redes sociais privadas e pessoais para realizar as lives.

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3 comentários

  • Moriarty Silva

    Só boas notícias em nossa terrinha. Thiago Brennand, bolsonarista de carteirinha e defensor do armamentismo, foi condenado a 10 anos e meio por estupro. É o Brasil voltando à civilização.

  • Estava agendada a data não do julgamento mas sim a da CONDENAÇÃO previamente acordada entre politicos e o STF, só não combinaram com os russos e a PGR jogou areia por cima.

  • Carlos Marques

    Depois do fim da ditadura militar, nenhum presidente usou de forma tão escancarada e agressiva o Estado para se promover eleitoralmente. Aliás, não fosse essa ação criminosa de usar o cargo para campanha política e os cofres públicos e da Caixa Econômica para descaradamente comprar votos, o ex-presidente sequer teria ido ao segundo turno já que contaria apenas com os votos de seu gueto político.

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