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Cláudio Osti

Bolsonaro é indiciado pela PF no inquérito das joias

7 comentários
do G1

Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (4), no inquérito das joias — investigação que apura se ele e ex-assessores se apropriaram indevidamente de joias milionárias dadas de presente quando era presidente do Brasil.

Bolsonaro foi indiciado por associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos. Ele sempre negou irregularidades.

Paulo Cunha Bueno, advogado do ex-presidente, disse que não iria se manifestar neste momento por não ter tido acesso ao ofício enviado pela PF.

Também foram indiciados:

  • Bento Albuquerque
  • José Roberto Bueno Júnior;
  • Julio Cesar Vieira Gomes;
  • Marcelo da Silva Vieira;
  • Marcos André dos Santos Soeiro;
  • Mauro Cesar Barbosa Cid;
  • Fabio Wajngarten;
  • Frederick Wassef;
  • Marcelo Costa Câmara;
  • Mauro Cesar Lourena Cid;
  • Osmar Crivelatti.

O encerramento do inquérito é o momento em que a PF conclui quem praticou crimes – e quais foram os crimes.

O relatório final com as conclusões e os detalhes sobre os possíveis indiciamentos foi enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STFAlexandre de Moraes, relator do caso.

Moraes, então, encaminhará o caso à Procuradoria-Geral da República — que vai analisar os resultados e decidirá se há evidências suficientes para pedir o indiciamento de Bolsonaro ou se novas diligências são necessárias.

Veja, a seguir, em detalhes, ponto a ponto dos próximos passos:

  1. Com o indiciamento, provas serão enviadas à Procuradoria-Geral da República pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
  2. Com o indiciamento em mãos, a PGR avalia as provas colhidas na investigação e decide se o material é suficiente para denunciar o indiciado, se pede o arquivamento do caso ou se pede mais investigações à polícia.
  3. Se optar pela denúncia, a PGR pode mudar a lista de crimes atribuídos ao indiciado – seja para incluir ou para retirar itens. Isto é: a lista de supostos crimes pode aumentar ou diminuir.
  4. Se houver denúncia, o STF decidirá se torna os acusados réus, manda arquivar ou envia os casos à primeira instância.

Entre elas estava um kit de joias composto por um relógio da marca Rolex de ouro branco, um anel, abotoaduras e um rosário islâmico entregue a Bolsonaro em uma viagem oficial à Arábia Saudita em outubro de 2019.

Parceria com o FBI

Em abril, uma equipe da Polícia Federal esteve nos Estados Unidos para aprofundar as investigações sobre as joias.

Após a viagem, em junho, a PF informou sobre a descoberta de uma nova joia que seria “importante para as investigações sobre o grupo de Bolsonaro”. A ação foi em parceria com o FBI.

Na ocasião, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que apurava se o item foi negociado pelo grupo ligado ao ex-presidente nos Estados Unidos.

Novas descobertas no celular do advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef, atrasaram a conclusão do inquérito. Em junho, a PF informou que se tratavam de informações relevantes, que corroboravam com outros achados das investigações sobre as joias.

Wassef é personagem importante nesse inquérito porque, segundo a PF, ele participou da “operação de resgate” dos kits que tinham sido negociados no exterior e tiveram de ser recuperados para a entrega às autoridades.

O advogado teria agido em conjunto com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Barbosa Cid – hoje delator.

Relembre o ‘resgate’ das joias

De acordo com o relatório da Polícia Federal na investigação das joias, Wassef e Cid buscaram joias que já tinham sido até vendidas para trazer de volta ao país, motivados por uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

Em março do ano passado, o TCU definiu prazo de cinco dias úteis para que Bolsonaro entregasse ao tribunal um kit com joias suíças da marca Chopard, em ouro branco, recebidas como presente do governo da Arábia Saudita em viagem oficial de 2019.

A entrega ao TCU era necessária porque itens de alto valor recebidos como presente oficial devem integrar o acervo da Presidência da República, ou seja, não são de titularidade do presidente que recebe.

Esses itens, segundo a investigação, já tinham sido vendidos em duas lojas diferentes nos Estados Unidos.
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7 comentários

  • antonio gonçalves filho

    Até a Polícia Federal virou comunista: como pôde indiciar o mais honesto de TODOS os homens???!!! Não precisamos mais ir para Cuba: já estamos em Cuba !Y viva la revolución, carajo!

  • Leo Saviani

    Nesse episódio do furto das joias recebidas pelo inelegível como propina, digo, como presentes do governo saudita, uma trabalhadora deveria receber do governo Lula a mais importante condecoração concedida pelo país. Estou me referindo a Paola Buono. Essa funcionária da Apex teve coragem para trancar o general Cid em uma sala dessa empresa, em Miami, até que ele devolvesse um celular da empresa que ele não queria devolver. Afinal, Paola Buono merece ou não merece ser condecorada com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul?

  • Tic tac… tic tac… tic tac… tic tac… tic tac… tic tac… tic tac…
    Quá! Quá! Quá!

  • Xilindró Jair. Chegou a sua hora.

  • Biro Biroska

    Agora eu quero ver o Genildo zoar o Lula porque foi preso. Quando o Jair estrear no xilindró vai cair a virgindade de p9litico limpinho. Vai ter um bandido de estimação. Aí eu quero ver….

  • Genildo mamador do mito falando do lula aqui embaixo

  • Vai ser indiciado agora??????
    Orra meu, achava que tinham provas até pra denuncia já!
    Agora que de fato que vão começar o inquerito então?
    É isso mesmo?
    Que coisa hein………. a investigação do “escondidinho de arroz” e a licitação da SECOM vai ficar para para 2078 então.

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