Desde 2008

Editor:
Cláudio Osti

Hoje é dia de conhecer mais sobre a vida e a obra de Agostinho dos Santos, documentário de Ney Inácio

0 comentários

E hoje Londrina terá a oportunidade de assistir gratuitamente  “Agostinho”, documentário dirigido pelo jornalista Nei Inácio, Será às 16h30m, no Cine Vila Rica, no 27º Festival Kinoarte de Cinema.

Por Claudia Costa/Portal Ideia Delas

“Agostinho”, documentário que mergulha na vida e na obra de Agostinho dos Santos, um dos cantores mais afinados e elegantes da música brasileira. Com 1h12 de duração, a produção dirigida e pesquisada por Ney Inácio é conduzida pela filha de Agostinho, Nancy dos Santos, e traz imagens raras – muitas delas inéditas – que revelam o legado artístico, humano e social do artista.

Hoje é dia de conhecer mais sobre a vida e a obra de Agostinho dos Santos, documentário de Ney Inácio

Nascido no bairro do Bixiga, em São Paulo, Agostinho dos Santos iniciou a carreira nos anos 1950 como crooner e estreou em disco em 1955, interpretando composições de Tom Jobim e Dolores Duran. Dono de uma voz aveludada e precisão técnica admirável, era meticuloso nos estúdios e se destacava pela sensibilidade musical.

O reconhecimento internacional chegou quando sua voz deu vida a “Manhã de Carnaval”, tema principal do filme “Orfeu Negro”, adaptação da peça de Vinicius de Moraes. A produção, uma coprodução Brasil-França, ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e foi responsável por apresentar a Bossa Nova ao mundo. Agostinho, por sua interpretação marcante, foi a estrela do célebre concerto no Carnegie Hall, em Nova York, ao lado de Tom Jobim, João Gilberto e Vinicius de Moraes.
.
Nos anos 1950 e 60, Agostinho foi um dos artistas mais premiados do país. Além da carreira musical, foi peça-chave na descoberta de talentos – foi ele quem inscreveu Milton Nascimento no Festival da Canção de 1967, com a música “Travessia”, lançando o mineiro ao estrelato.

O documentário também lança luz sobre o ativismo de Agostinho contra o racismo estrutural. Após sua filha, ainda criança, ser expulsa da escola por ser negra, ele se uniu a outras lideranças negras e fundou o clube social “Aristocratas”, exclusivo para negros. O espaço se tornou referência de elegância, arte e resistência, recebendo nomes como Cassius ClayJackson Five e Josephine Baker.

Além de sua vida pública, o filme aborda seus romances, as polêmicas que o cercavam e sua trágica morte em 1972, num acidente aéreo na França, quando seguia para um festival internacional.

Compartilhe:

Veja também

Deixe o primeiro comentário