Desde 2008

Editor:
Cláudio Osti

Madre Leonia, rogai pelos motoristas da avenida que leva seu nome

6 comentários
Madre Leonia, rogai pelos motoristas da avenida que leva seu nome
Foto: Jornal da Gleba

Willhan Santin, jornalista

No final da gestão do ex-prefeito Alexandre Kireeff, houve intervenções na Avenida Madre Leonia Milito com o intuito de viabilizar uma ciclovia no canteiro central da mesma. Com isso, baias utilizadas para conversões, que adentravam o canteiro, sumiram para dar lugar à pista específica para as bikes.

Para evitar congestionamentos, uma das faixas de rolamento agora serve como baia de conversão. O estacionamento, por sua vez, foi retirado para servir como mais uma faixa de rolamento.

Aí, o motorista que vai continuar na Madre Leônia e está vindo pela pista da esquerda tem que desviar, pela direita, dos carros que estão parados aguardando a conversão e, logo à frente, depois do cruzamento, voltar para a esquerda, pois o estacionamento volta a ser permitido. Resumindo, tem que fazer um zigue-zague regulamentado, acompanhando as faixas pintadas no asfalto.

Não é nada de outro mundo. É só prestar a atenção na sinalização. Aí é que mora o perigo: boa parte do pessoal que se diz condutor dirige pensando na morte da bezerra, teclando no WhatsApp e/ou cantando músicas que tocam no autorrádio.

Hoje, no cruzamento da Madre Leonia com a João Wyclif (sentido Catuaí – Guanabara), fiz o zigue-zague como mandam as faixas kireeffianas, mas um sujeito que vinha num Palio e utilizou a baia de conversão como se pista normal de rolamento fosse achou que eu estava fechando-o. Buzinou. Proferiu que eu seria profissional do ramo de barbearias e insinuou que a minha mãe exerceria outro tipo de profissão.

Felizmente, não colidimos. Eu ia xingá-lo, mas estou muito tranquilo ultimamente e consegui chamá-lo apenas de bobo e feio.

Há outros dois zigue-zagues desses no sentido Guanabara-Catuaí, no entroncamento com a Avenida Garibaldi Deliberador e com a Rua Mar Vermelho.

Sinceramente, não tenho opinião formada se foi uma boa ou não transformar o canteiro em ciclovia. Acho que isso o tempo responderá. Mas quem dirige na Avenida Madre Leônia Milito deve ter muita atenção e, tendo fé, pode fazer uma prece pedindo a intercessão dela, que morreu vítima de um acidente automobilístico, em 1980, e, recentemente, foi intitulada como “Protetora da Vida no Trânsito”.

Willhan Santin, jornalista

Compartilhe:

Veja também

6 comentários

  • Triste Londrina

    Nenhum prefeito de Londrina será considerado sério enquanto simplesmente não acabar com essa fonte de nulidades, esse encosto chamado IPPUL.

  • O trabalho sempre porco realizado por um certo “urbanista” que faz o sistema viário no IPPUL. Só o Kireeff e aquela “genialidade” da Ignes Dequeche pra aceitarem os projetos vindo desse dito “urbanista”.

  • lamentavel, kd os urbanistas e arquitetos q tanto criticaram a construçao da passarela do big ben (que ficou otima)? Não vi nenhum deles reclamando dessa aberraçao que ficou essa ‘ciclovia’ e os zig-zags na rua

  • Foi o dono que mandou?

    O mesmo ex prefeito que recapeou a rua Belo Horizonte a pedido de familiares?
    Ou as três quadras da rua Santa Mônica a pedido do dono da Unicesumar?
    Faltou terminar o recape (serviço porco hein Kirefi!) na frente do predinho de moradias, ali do outro lado da construção do galpão prémoldado do maringaense.

  • Pra que fazer uma ciclovia ali. Quem fez essa bobagem. O mesmo que fez na Ayrton Senna. Porque não fizeram na Av. Rio Branco até a Saul Elkind. A é era o prefeito Palhano, o mesmo que alugou e reformou um imovel aos 45 do segundo tempo para Secretaria Municipal de Educação de uma colega. Obrigado Kireff por ser tão ” administrador” e ter conseguido ter devolvido para prefeitura de Londrina o Belinatismo( sarcasmo ). Valeu!! #nãoficakireff.

  • Tem que dar um prêmio para o Gênio que projetou isso e outro para o que concordou.

Deixe o seu comentário