
Por José Antonio Pedriali
“Após deixar a cadeia Jake (John Belushi) reencontra seu irmão Elwood (Dan Aykroyd) e juntos vão para o orfanato onde foram criados. Lá eles descobrem que o local será fechado se uma dívida de US$ 5 mil com a prefeitura não for paga. Como a freira (Kathleen Freeman) que dirige o orfanato não aceita de forma alguma dinheiro ganho desonestamente, Jake e Elwood decidem por retomar a The Blues Brothers Band, na intenção de realizar um grande show e arrecadar a quantia necessária para pagar a dívida.”
Essa é a sinopse da comédia musical “The Blues Brothers”, dirigido por John Landis, que fez grande sucesso na década de 80.
Os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro protagonizam o inverso deste enredo, resultando numa tragicomédia cacofônica, merecedora do mesmo título que recebeu no Brasil – “Os irmãos caras de pau”. Em vez de ajudarem um orfanato, unem-se para prejudicar seu país de origem, sendo que um deles é candidato à presidência desse país!
Autoexilado nos Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo articulou com membros do governo daquele país pesadas sanções econômicas e de ordem legal contra o Brasil e membros da Suprema Corte para livrar o pai da prisão por tentativa de golpe de estado – tudo em vão.
Seu irmão Flávio, senador medíocre (aliás, como todos do clã Bolsonaro) e seu cúmplice na conspiração, buscou o apoio de Donald Trump para eleger-se presidente da República. Foi recebido na Casa Branca e, dias depois, o padrinho ianque impôs novas sanções econômicas ao Brasil. E o que fizeram ele e o irmão para conter os danos eleitorais de tal traição? Correram à audiência promovida pelo Escritório de Comércio americano e posaram como contrários à nova punição, alegando que “o momento é inoportuno” para aplicá-la (só o momento, não o conteúdo), pois favoreceria o presidente Lula, candidato à reeleição.
Por mais que se esforcem – e não adiante esconder a foto lado a lado um do outro na tal audiência, como fez a assessoria de Flávio –, não vão conseguir fugir ao roteiro que escreveram para si próprios. “The gang of traitorous brothers” (O bando dos irmãos traidores) está em todas as telas de celulares, computadores, televisores, nas ondas dos rádios e páginas de jornais.
Só não está na mente disfuncional dos que os veem como membros de uma família honesta e ungida para lutar contra o comunismo…














