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Editor:
Cláudio Osti

Lembra do Requião que criticava a aposentadoria de José Richa como governador? Agora também passa a receber o benefício

4 comentários

Coisas que não estão escritas na Carta de Puebla*.

Na campanha eleitoral de 1990 Requião disputava o governo do Paraná contra o petista Henrique Pizzolato, Jussara Toledo (PST), Tasso Gouveia (PSD), José Carlos Martinez (PRN) e José Richa (PSDB). Como Richa liderava as pesquisas no primeiro turno, Requião partiu pra cima do ex-padrinho fazendo campanha gritando aos quatro ventos que Richa recebia aposentadoria como ex-governador o que ele considerava absurdo. Com o desgaste, Richa ficou pelo caminho e Requião foi para o segundo turno contra Martinez, vencendo a disputa.

Até hoje em seus discursos inflamados, Requião cita a Carta de Puebla, insinuando seu desapego aos bens materiais. Apesar do “desapego” só que não, Requião, que já é aposentado pelo Senado, ingressou na justiça para também receber também a aposentadoria de ex-governador. Já estavam nesta barca Beto Richa, Orlando Pessuti, João Elísio e Paulo Pimentel, além das viúvas de José Richa e Jaime Lerner.

*A “Carta de Puebla” refere-se ao Documento de Puebla, o texto final da III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano ocorrida em 1979. Trata-se de uma diretriz pastoral crucial da Igreja Católica que reafirmou a opção preferencial pelos pobres, defendendo a justiça social e os direitos humanos durante o período de ditaduras militares na América Latina

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4 comentários

  • antonio gonçalves filho

    É oportuno lembrar que o único ex-governador que abriu não da aposentadoria é Alvaro Dias.

  • Aí está o defensor da Carta de Pueblo…….

  • Cadê a linha de caráter?
  • Baita personagem fanfarrão, falastrão, embromação, corrupção, sacanagem e mentira.
    Um atraso para o Paraná.
    O pedágio continuou pagando propinas em seu governo, para quem será?

    07/03/2019
    Após propina, CCR reduz o preço do pedágio no Paraná
    Estelita Hass Carazzai e Mario Cesar Carvalho
    Folha de S.Paulo

    Em acordo de leniência celebrado com a Lava Jato em que confessou o pagamento de propina, a Rodonorte, empresa do grupo CCR que administra concessões de pedágio no Paraná, se comprometeu a reduzir o valor das tarifas em 30% nas praças que mantém no estado.
    O acordo, revelado pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, e confirmado ontem pelos procuradores da Lava Jato, precisa ser homologado pela Justiça.
    Após a homologação, a empresa terá 30 dias para implantar a redução da tarifa, que deve se estender por pelo menos um ano, até somar R$ 350 milhões em abatimentos dos valores.
    https://agora.folha.uol.com.br/brasil/2019/03/1987246-apos-propina-ccr-reduz-o-preco-do-pedagio-no-parana.shtml

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