Coisas que não estão escritas na Carta de Puebla*.
Na campanha eleitoral de 1990 Requião disputava o governo do Paraná contra o petista Henrique Pizzolato, Jussara Toledo (PST), Tasso Gouveia (PSD), José Carlos Martinez (PRN) e José Richa (PSDB). Como Richa liderava as pesquisas no primeiro turno, Requião partiu pra cima do ex-padrinho fazendo campanha gritando aos quatro ventos que Richa recebia aposentadoria como ex-governador o que ele considerava absurdo. Com o desgaste, Richa ficou pelo caminho e Requião foi para o segundo turno contra Martinez, vencendo a disputa.
Até hoje em seus discursos inflamados, Requião cita a Carta de Puebla, insinuando seu desapego aos bens materiais. Apesar do “desapego” só que não, Requião, que já é aposentado pelo Senado, ingressou na justiça para também receber também a aposentadoria de ex-governador. Já estavam nesta barca Beto Richa, Orlando Pessuti, João Elísio e Paulo Pimentel, além das viúvas de José Richa e Jaime Lerner.
*A “Carta de Puebla” refere-se ao Documento de Puebla, o texto final da III Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano ocorrida em 1979. Trata-se de uma diretriz pastoral crucial da Igreja Católica que reafirmou a opção preferencial pelos pobres, defendendo a justiça social e os direitos humanos durante o período de ditaduras militares na América Latina















4 comentários
antonio gonçalves filho
É oportuno lembrar que o único ex-governador que abriu não da aposentadoria é Alvaro Dias.
Genildo
Aí está o defensor da Carta de Pueblo…….
Cadê a linha de caráter?
https://www.zebeto.com.br/2019/04/29/o-ilegivel-pedido-de-desculpas-da-rodonorte/
Propineiro?
Receberam das empreiteiras?
Para ver
Baita personagem fanfarrão, falastrão, embromação, corrupção, sacanagem e mentira.
Um atraso para o Paraná.
O pedágio continuou pagando propinas em seu governo, para quem será?
07/03/2019
Após propina, CCR reduz o preço do pedágio no Paraná
Estelita Hass Carazzai e Mario Cesar Carvalho
Folha de S.Paulo
Em acordo de leniência celebrado com a Lava Jato em que confessou o pagamento de propina, a Rodonorte, empresa do grupo CCR que administra concessões de pedágio no Paraná, se comprometeu a reduzir o valor das tarifas em 30% nas praças que mantém no estado.
O acordo, revelado pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, e confirmado ontem pelos procuradores da Lava Jato, precisa ser homologado pela Justiça.
Após a homologação, a empresa terá 30 dias para implantar a redução da tarifa, que deve se estender por pelo menos um ano, até somar R$ 350 milhões em abatimentos dos valores.
https://agora.folha.uol.com.br/brasil/2019/03/1987246-apos-propina-ccr-reduz-o-preco-do-pedagio-no-parana.shtml