O Efeito Requião no MDB do Paraná: debandada

Do Boca Maldita

A aliança do MDB paranaense com o diretório estadual do PT, costurada pelo senador Roberto Requião (MDB-PR), não foi vista com bons olhos pelos demais líderes do partido no Paraná. Nos últimos dias, prefeitos, vereadores e lideranças do interior se posicionaram contra a atitude de Requião, o que gerou uma indisposição dentro da legenda. As informações são do A Rede.

Membros do diretório divulgaram um manifesto com críticas a aliança. Dentre os signatários da nota está o prefeito de Castro, Moacyr Fadel. O documento, intitulado ‘PT não, Requião’, afirma que a visita dos petistas à sede estadual do MDB não agradou os membros do partido.

“Não achamos que tenha sido uma ocasião adequada para que pessoas que agrediram o MDB muito recentemente sejam recebidas. Tivemos o candidato ao governo do MDB, João Arruda, atacado pelo candidato Dr. Rosinha – de quem o senador Requião se fez anfitrião”, afirmou a nota. A referência é uma reunião organizada pelo senador paranaense com líderes estaduais do PT dentro da sede do diretório do MDB no Paraná, nos últimos dias, para alinhar um apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

Moacyr Fadel afirmou que a atitude foi tomada sem consultar os membros que participam ativamente do partido. “A grande maioria é contra o posicionamento do MDB com o PT. Eu particularmente também não concordo com essa aliança e nem com o que fizeram e os rumos que o partido está seguindo no Paraná”, afirmou Fadel. (leia mais)

Um comentário em “O Efeito Requião no MDB do Paraná: debandada

  • 25/10/2018, 10:39 em 10:39
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    Ou é má fé ou é ignorância mesmo. O Requião não está defendendo nenhum “apoio do partido ao PT estadual”. Só um imbecil poderia acreditar que o Requião estaria apoiando o PT estadual. As divergências entre o senador Requião e os petistas estaduais são históricas, são conhecidíssimas por quem milita na política. A posição de apoio do Requião ao candidato democrático do PT atende a uma necessidade nacional de todos os defensores da manutenção da democracia se unirem contra o candidato da ditadura, da tortura, do racismo e da exclusão social. Se o candidato do PDT estivesse no segundo turno, Requião com certeza e corretamente estaria cobrando apoio dos petistas locais a esse candidato. E deveria ter. Requião conhece bem o Brasil da ditadura militar. Requião sabe muito bem que é uma balela essa história de que “nos tempos da ditadura era melhor”. Nenhum tempo é melhor se não há liberdade. Sem liberdade, o povo não pode nem mesmo lutar por dias melhores. Nunca votei no Requião. Mas, se fosse ele o candidato contra Bolsonaro, teria meu voto conscientemente.

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