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Cláudio Osti

Parentes de políticos nos tribunais de contas

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Não foi apenas o então governador Roberto Requião de Mello e Silva que indicou o irmão, Mauricio Requião para o Tribunal de Contas.
Segundo o site O Antagonista tribunais de Contas do país acumulam indicações de parentes de políticos. Levantamento realizado pelo jornal O Globo mostra que 30% dos atuais 232 conselheiros dessas cortes são familiares de políticos, sendo que alguns foram nomeados por seus próprios irmãos, sobrinhos ou cônjuges governadores. Os Tribunais de Contas são responsáveis por fiscalizar o uso do dinheiro público.

A pesquisa também mostra que a grande maioria (80%) chegou a esses órgãos indicada por aliados após fazer carreira em cargos políticos. Além disso, 32% são condenados na Justiça ou alvos de investigações por crimes que vão desde improbidade administrativa até peculato e corrupção.

Os outros casos são o do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), que emplacou sua mulher, Rejane Dias, para conselheira do Tribunal de Contas do Piauí (foto); o do ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (PDT), que nomeou sua mulher, Marília Góes, no Tribunal de Contas do Amapá em fevereiro de 2022, quando ainda era governador do estado; e o do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), que emplacou sua esposa, Renata Calheiros, no Tribunal de Contas de Alagoas. Em dezembro do ano passado, o emedebista, que havia deixado o governo do estado em abril, conseguiu garantir a vaga aberta na corte. Após ser indicada, ela teve a candidatura aprovada no dia seguinte.

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  • Se a República fosse seria existiria uma legislação para impedir essa formação de casta.

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