Mesmo contando com a presença de um deputado federal na cidade, Luiz Carlos Hauly, o Podemos demonstra perda de densidade política e sinais de enfraquecimento em Londrina, a segunda maior cidade do Paraná.
Após a desastrosa participação do ex-vice-prefeito de Londrina, João Mendonça, que promoveu a filiação da ex-vereadora Mara Boca Aberta e de seus filhos ao partido — nomes que mantêm histórico de atritos com lideranças estaduais da legenda — Mendonça foi afastado abruptamente da condução partidária local. Em seu lugar assumiu o ex-presidente estadual do partido, Gustavo Castro, aliado político próximo de Alvaro Dias e Marcelo Belinati. Apesar da mudança, o partido não conseguiu eleger representantes para a Câmara Municipal de Londrina.
A nova presidente estadual, Luciane Bonato — mãe do deputado Felipe Francischini — ainda não apresentou iniciativas concretas que indiquem reorganização ou fortalecimento efetivo da legenda. Em evento de fim de ano realizado em Curitiba, Luciane Bonato afirmou à presidente nacional do partido, Renata Abreu, que trabalharia para impulsionar o Podemos no estado. Na ocasião, promoveu a filiação de aproximadamente 20 prefeitos de pequenos municípios ligados à base política de seu filho e recebeu a sinalização de possível filiação do deputado Nelsinho Padovani, atualmente no União Brasil. O encontro também foi marcado por gestos de aproximação com o governador Ratinho Junior, com a declaração de que o partido estaria “à disposição” e alinhado ao governo estadual.
Passado o evento, entretanto, o cenário interno pouco evoluiu. Lideranças locais relatam ausência de articulação política, falta de diálogo entre integrantes e inexistência de reuniões estratégicas voltadas à preparação para o próximo processo eleitoral. Nesse contexto, Londrina tem sido apontada como um exemplo do enfraquecimento organizacional da legenda no estado.
Permanece a dúvida sobre o nível de conhecimento da direção nacional a respeito do quadro local. Em Londrina, o secretário municipal de Segurança Pública, Felipe Juliani — recém-filiado ao partido e atualmente segundo secretário do diretório estadual — surge como possível nome para assumir protagonismo na reorganização da sigla. Ainda não há, contudo, definição sobre eventual condução do partido no município ou estratégia clara de retomada de estrutura e competitividade eleitoral.
Na esperança de ter a vaga de senador do Partido, Hauly vai assistir o Podemos Paraná, a serviço do Ratinho Junior, aderir aos candidatos Filipe Barros (Já apoiado pelo Ratinho) e o próprio Ratinho, que não tem cabedal suficiente para peitar Flavio Bolsonaro na disputa pelo eleitorado da direita a presidência da republica
Osmundo de Tales Távora, leitor do portal














