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Cláudio Osti

Polícia Federal e Procuradoria Geral da República analisam nova proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro

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Agora vai… ou não, né.

Preso desde o ano passado, acusado da maior fraude bancária da história do Brasil, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, através de sua defesa, entregou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma nova proposta de acordo de delação premiada. A iniciativa ocorre após a rejeição da primeira versão da colaboração, apresentada em maio, e reabre as negociações em torno do principal investigado em um esquema que envolve suspeitas de compra de influência política e fraudes financeiras. O material foi entregue na segunda-feira.

A primeira proposta, apresentada no início de maio, não avançou nas negociações com os investigadores. A avaliação de integrantes da PF foi de que o material continha mais argumentos de defesa do próprio empresário do que informações inéditas capazes de impulsionar as investigações. Entre as críticas, estava a ausência de fatos relevantes que já haviam surgido em apurações recentes.

A proposta inicial não contemplava informações relacionadas à operação deflagrada pela Polícia Federal no último dia 7, sobre uma suposta “mesada” de R$ 300 mil paga pelo dono do Banco Master ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), conforme mostrou a colunista Malu Gaspar, do GLOBO, além do custeio de despesas em viagens internacionais, incluindo hospedagens em hotéis de luxo, voos privados e contas de restaurantes.

Após a entrega da proposta, o conteúdo passou a ser analisado por investigadores da PF e da PGR, que poderiam aceitar os termos, solicitar complementações ou rejeitar a colaboração. A decisão acabou sendo pela rejeição da versão apresentada.

Suspeito de envolvimento em um grande esquema de fraude, Vorcaro terá de apresentar informações capazes de esclarecer crimes ainda fora do alcance das autoridades, além de concordar com a devolução de valores que podem alcançar cifras bilionárias.

O empresário é investigado por supostamente tentar comprar influência política para manter as operações de seu banco, posteriormente liquidado pelo Banco Central. A proposta de colaboração consiste em uma série de capítulos detalhando o que Vorcaro pretende relatar às autoridades em troca de benefícios legais, como redução de pena.

As tratativas também foram marcadas por mudanças na equipe de defesa do empresário. Desde sua prisão, dois advogados de renome deixaram o caso. O primeiro foi Pierpaolo Bottini, que se afastou antes do início formal das negociações da delação. Posteriormente, já durante as discussões sobre o acordo, o advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, também deixou a defesa. Atualmente, Vorcaro é representado apenas pelo advogado Sérgio Leonardo.

Durante esse período, o empresário permaneceu preso inicialmente no Presídio Federal da Papuda. Após assinar um acordo de confidencialidade que marcou o início das discussões sobre a colaboração premiada, foi transferido para a Superintendência da PF em Brasília. No local, passou a ocupar uma sala especial utilizada anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período em que esteve detido na corporação.

Com informações de O Globo. Leia mais aqui

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