Ratinho Jr, o povo paranaense está órfão

Tadeu França/via Blog do Rigon

O pai desse governador estava desempregado em Jandaia do Sul. O governador era José Richa e eu, deputado estadual, quando o pai dele chegou humildemente ao meu gabinete. Ouvi o rosário de sofrimentos. Sensibilizei-me e pedi ao governador um cargo comissionado via Palácio para que o desvalido pai pudesse transferir-se para Curitiba em busca do pão de cada dia para ele e família.

Deferida a solicitação pelo governador, foi assim que aconteceu o início da escalada do sr. Ratinho… hoje opressor de minhas irmãs e irmãos professores que respondem pela educação pública paranaense dentro das piores condições de abandono, deprimentes salários e toda sorte de humilhações, buscando- lhes eliminar qualquer perspectiva de profissionalismo e valorização.

Hoje, nem ele respeita a Constituição da República Federativa do Brasil que no artigo 205, assegura que a educação é direito de todos e dever do estado e da família.

Analogamente, o próprio Tribunal de Justiça do Paraná, que também tem o dever de respeitar a Constituição Cidadã de 88 associa-se ao desrespeito à citada Lei Maior, instituindo barreiras ao próprio exercício do direito de greve recurso extremo que ainda cabe aos servidores públicos, de acordo com o contido no artigo 37, inciso VII.

Finalmente, esperar o que da maioria de um Poder Legislativo Estadual que auxilia o chefete com o desmonte do Paraná com vendas de empresas de vital importância, a exemplo do porto de Paranaguá e da Copel?

O povo paranaense está órfão. Desperte, Paraná, dizendo sim à greve legal e constitucional do magistério público estadual de nossas professoras e professores.


(*) Tadeu França, professor e ex-deputado federal constituinte

 

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Um comentário

  1. Trentini

    Essa história é verdadeira.
    Fernando Gighone, Secretário de Cultura do Richa e esposa que deram roupas para a Família quando chegaram em Curitiba em época de frio.

  2. Paulo Travesso

    Hoje a família Ratinho é acusada até de ampliar fazenda ocupando terras indígenas.

    1. Moriarty

      Ocupando não, invadindo!

  3. Glaucia

    Gratidão e decência sucumbem diante do poder e dinheiro.
    E vai piorar.
    A democracia morrerá pelas mãos do eleitorado.
    Escolhas tem consequências.
    Votar mal resulta em má representação, má administração. Ratinho Junior demonstrou a que veio no primeiro mandato, jamais deveria ter sido reeleito. É hora de debater o fim da reeleição para o parlamento e executivo. Um mandato só e um intervalo de 10, 20 anos para se candidatar novamente.

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