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Cláudio Osti

TRAIÇÃO, REMORSO, REDENÇÃO…assim nasceu um dos maiores sambas da história

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Por Edson Ferracini

Paulinho da Viola, de eterno coração azul e branco da Portela, ainda jovem, a pedido de um amigo da Estação Primeira de Mangueira, compôs a melodia do samba “Sei lá Mangueira”.

O amigo – da onça – para surpresa de Paulinho, inscreveu o samba no IV Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, obtendo um sucesso assombroso na voz de Elza Soares.

Paulinho entrou em pânico.

Na época, embora jovem, já se firmara como o maior poeta de Madureira.

O que diriam seus irmãos da agremiação de Oswaldo Cruz? Entenderiam como uma “exaltação de amor” à rival??? Perfídia imperdoável!

A redenção, então, começa a brotar da perturbada cabeça do jovem poeta. Traduzir em letra e melodia a gloriosa sensação de assistir a um desfile da Águia Alviceleste:

“Não posso definir aquele azul, não era do céu, nem era do mar.
Foi um rio que passou em minha vida, e meu coração se deixou levar”

O samba, para sempre, se tornou o hino informal da Portela e foi o maior sucesso da brilhante carreira de Paulinho da Viola. EITA!
A história de um dos maiores sambas de sempre.

Edson Ferracini, compositor, apaixonado por tênis e pela música

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